Temer: Renan pode fazer "belíssima gestão" no Senado

Vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) sai em defesa da candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado. Ainda não oficializada, a candidatura do senador alagoano, que teve de renunciar à presidência da Casa em 2007 para evitar a cassação, motivou o lançamento de duas candidaturas de senadores independentes, como forma de protesto

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247 - Motivo de protesto para senadores independentes, como Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), a provável eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para voltar à presidência do Senado é vista com naturalidade pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), Segundo Temer, o retorno do líder do PMDB ao comando do Senado não afetará a credibilidade da Casa.

Renan renunciou no final de 2007 ao cargo de presidente para evitar ser cassado por quebra de decoro parlamentar, após uma série de acusações -- entre elas, a de ter contas pagas por uma empreiteira. Esse histórico e a forma como o nome do presidente é escolhido (sem muita margem ao debate), levaram Pedro Taques e Randolfe Rodrigues a apresentar candidaturas alternativas, com o apoio, entre outros, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Nesta quarta-feira 23, O Estado de S.Paulo revelou que uma empreiteira de uma pessoa próxima a Renan faturou nos últimos dois anos R$ 70 milhões em recursos do programa Minha Casa, Minha Vida em Alagoas. Mesmo diante de mais uma denúncia, o vice-presidente da República não vê problemas na candidatura Renan. "Não creio (que afete a credibilidade do Senado)", respondeu quando questionado sobre o assunto.

"Vai depender muito da gestão que ele queira fazer, se ele fizer uma gestão correta, adequada, ao invés de prejudicá-lo, vai enaltecer. Mas é o futuro que vai dizer", disse Temer, após visita ao atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Questionado se Renan é um "bom nome" para comandar o Senado, Temer disse que é "um nome escolhido pelo Senado, pelo partido, que tem tradição e pode fazer uma belíssima gestão". "É isso que nós esperamos", comentou.

O vice-presidente ressalvou ainda que o líder do PMDB ainda não é candidato, e deverá oficializar sua candidatura "a partir talvez da semana que vem". Sobre a disputa pela presidência da Câmara, onde o PMDB também conta com a prerrogativa de indicar o nome do novo presidente, Temer disse que a disputa "está caminhando". "O melhor candidato, que ganhar simpatia da bancada, será eleito", destacou, numa referência à disputa que tem entre os candidatos o líder do partido e favorito, Henrique Eduardo Alves (RN), e a atual vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES).

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