Temer: Vou esperar silenciosamente decisão do Senado sobre Dilma

“Muito silenciosa e respeitosamente, vou aguardar a decisão do Senado Federal. É o Senado que dá a última palavra sobre a matéria. Portanto, seria inadequado que eu dissesse qualquer coisa antes da solução”, disse o vice Michel Temer à imprensa em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital; mais cedo, ele recebeu o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes; ontem, Dilma Rousseff acusou Temer de conspirar abertamente pela sua destituição da Presidência

Brasilia - O presidente em exercicio Michel temer se reune com ministros e representates da area de meio ambiente e seguraca, para tratar do Plano Estrteico de Fronteiras
Brasilia - O presidente em exercicio Michel temer se reune com ministros e representates da area de meio ambiente e seguraca, para tratar do Plano Estrteico de Fronteiras (Foto: Roberta Namour)
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Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

O vice-presidente Michel Temer disse hoje (19) que vai aguardar o Senado apreciar o processo de impeachent da presidenta Dilma Rousseff antes de se manifestar. “Muito silenciosa e respeitosamente, vou aguardar a decisão do Senado Federal. É o Senado que dá a última palavra sobre a matéria. Portanto, seria inadequado que eu dissesse qualquer coisa antes da solução”, disse Temer à imprensa em frente à sua casa, no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital.

Esta é a primeira vez que o vice-presidente se pronuncia depois de o plenário da Câmara dos Deputados aprovar no domingo (17) a admissibilidade do processo de impedimento da presidenta. Os senadores devem, agora, apreciar a possibilidade de que Dilma seja afastada da Presidência por até 180 dias, antes do julgamento final do pedido de impeachment, que também será feito na Casa.

Mais cedo, Temer recebeu o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes. Após falar com os jornalistas, o vice deixou o local de carro, acompanhado de seguranças.

Ontem (18), Dilma acusou Temer de conspirar abertamente pela sua destituição da Presidência. "Acredito que é importante reconhecer que é extremamente inusitado e estranho, mas sobretudo estarrecedor, que um vice-presidente no exercício de seu mandato conspire contra a presidenta abertamente. Em nenhuma democracia do mundo uma pessoa que fizesse isso seria respeitada. A sociedade não gosta de traidores. Porque cada um de nós sabe a injustiça e a dor que se sente quando se vê a traição no ato”, disse, ao comentar o resultado da votação na Câmara.

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