"Temos de fazer a revolução que esse país precisa", diz Lula em ato de filiação de Ricardo Coutinho ao PT

O ex-presidente Lula destacou a importância da volta de Ricardo Coutinho e outros políticos do PSB da Paraíba ao PT no sentido de fortalecer a luta contra a fome e o desemprego promovidos pelo governo Jair Bolsonaro. “Podemos reconstruir esse país”, afirmou

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(Foto: Reprodução)


247 - Em ato de filiação de Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba e ex-prefeito de João Pessoa, e dos deputados Jeová Campos, Estela Bezerra, Cida Ramos e a ex-prefeita de Conde Márcia Lucena - todos saindo do PSB para ingressar no PT - o ex-presidente Lula defendeu a necessidade de realizar “a revolução que o Brasil precisa”.

Segundo o ex-presidente petista, a filiação destes políticos do PSB foi uma vitória da presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, que foi fortemente elogiada por Lula. O ex-presidente destacou que, com a inclusão dos paraibanos ao seu partido, será preciso uma “peregrinação” pela Paraíba para conversar com o povo do estado.

Ele destacou que a bancada do PSB “está voltando para o seu ninho, de onde nunca deveria ter saído”, o que também foi reforçado por Gleisi, que lembrou que “é a volta de quem nunca nos deixou” e ‘nos ajudou na caminhada contra os ataques dos golpistas’.

Além dos ex-pêessebistas, Lula e Gleisi, o evento, transmitido pela TV do PT no Youtube, também contou com a participação da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, entre outras figuras, como o músico Chico César.

Uma revolução para o povo

Lula destacou a importância do fortalecimento do PT e das forças democráticas para realizar “uma revolução social, democrática, em que os direitos humanos sejam a base central das nossas pessoas e dos nossos governos”, através de uma educação de qualidade promovida pelo Estado.

“Precisamos dizer para o povo que comer três vezes ao dia não é luxo, é uma necessidade orgânica. Que o povo tem o direito de fazer um churrasquinho [...] e de ter as coisas boas da vida”, destacou o ex-presidente, que defendeu ainda um amplo programa popular relacionado a moradia, salário, seguridade, direitos trabalhistas, férias e “não trabalhar apenas em aplicativos com trabalhos intermitentes”.

O petista defendeu também um auxílio para pequenos produtores rurais, junto com tecnologia, para diminuir os custos da carne e do feijão, e de outros produtos atualmente muito afetados pela inflação.

Por isso, Lula destacou a necessidade de se encontrar com o povo. “Amanhã vou 5h30 da manhã para a porta de fábrica”, anunciou o ex-presidente, sem especificar o local. 

Ele ainda lembrou que sabe o que é o sofrimento do povo brasileiro, porque já vivenciou “morar em bairro que tem enchente”. “Eu sei o que é passar fome, ficar desempregado por dois anos e não ter emprego”.

O petista não poupou críticas a Jair Bolsonaro, que “transformou o Brasil numa espécie de vergonha” e que fez campanha “contra a corrupção”, mas “transformou o combate à Covid-19 no maior centro de corrupção, tentando ganhar dinheiro às custas de vacina”.

Neste sentido, derrotando Bolsonaro, Lula destacou que “podemos reconstruir esse país”.

Críticas à 3ª via da Globo

O ex-presidente ainda criticou a política da imprensa que apoiou “o golpe na Dilma e, depois, um golpe nas eleições de 2018”, ressaltando que alguns meios de comunicação, como a Globo, estão promovendo um “vestibular” de pré-candidatos - com poucos votos - para lançar a chamada “terceira via”.

“Estamos vendo alguns canais de televisão que participaram do golpe, que não quiseram que o PT continuasse governado [...] estão fazendo vestibular para as eleições de 2022”, ressaltou. “Estão fazendo um ENEM para ver quem vai disputar as eleições”.

“Nunca fui convidado como pré-candidato”, lembrou Lula, argumentando que os golpistas “estão preocupados que possamos ganhar as eleições no 1º turno. Por isso, é preciso bater no Lula e no PT, porque pode acontecer algo que eles não querem que aconteça, que é a gente representando as forças democráticas deste país [...] e voltar a governar”.

Uma política voltada ao povo

Por sua vez, Ricardo Coutinho destacou que os governos do PT foram os que mais fizeram pelo Nordeste e reforçou a necessidade de fortalecer o partido e as alianças com quem for “verdadeiramente democrático” para “semear esperanças” diante do Brasil destruído por Bolsonaro.

“Nenhuma nação consegue viver sem acreditar que o dia de amanhã vai ser melhor que o dia de hoje. O Brasil hoje é isso, com o bolsonarismo. Perdeu a esperança. Só conjuga os termos mortes, desgraça, desemprego, fome. Só tem isso [...] Não é o Brasil do povo brasileiro”, disse.

Lembrando do paraibano Geraldo Vandré, autor da música “Pra não dizer que não falei das flores”, Coutinho destacou que é preciso “fazer a hora”, fortalecendo o PT. "Não podemos esperar acontecer, é o momento mais crítico da história republicana”, declarou.

Ele lembrou do golpe promovido pela direita, com a Lava Jato - através de Sergio Moro, “que nunca deveria ter sido juiz”, e os “procuradores que buscaram interferir na politica e destruir o tecido democratico” - e pediu para que Lula, ao ser eleito, colocasse novamente “o povo no centro da política”, e não o mercado financeiro ou as Bolsas de Valores.

“Lula é uma necessidade diante de um Brasil destruído", com a fome, a desindustrialização e “o negacionismo criminoso e, como vimos, lucrativo”, afirmou Coutinho, que nesse sentido também defendeu que as pessoas votem nos parlamentares petistas para formar uma grande bancada do PT e ajudar o ex-presidente a governar.

Derrotar Bolsonaro

Dilma e Gleisi, nesse sentido, destacaram a volta dos políticos do PSB ao PT como um processo importante para derrotar Bolsonaro. Para a ex-presidenta, Coutinho “está voltando ao partido que ajudou a organizar” e do qual “sempre esteve ao lado, sendo decisivo nos vários projetos de inclusão social e de infraestrutura”, para “mudar a história” contra o “governo neofascista e neoliberal” de Bolsonaro. 

Ela defendeu uma grande frente progressista e um programa de política social, pela redução das desigualdades, destacando que o governo de Coutinho na Paraíba foi um “exemplo” na inclusão social.

Por isso, Gleisi afirmou que “precisamos muito, mais do que nunca agora, estarmos firmes e fortes. O Brasil passa por um período muito difícil. Duas chagas que já havíamos nos livrado voltam para a população brasileira: a fome e a inflação”. “Nós, deste campo e deste partido, temos a responsabilidade com o povo brasileiro”, afirmou a presidenta do PT.

Assista na íntegra o ato de filiação:

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