Toffoli agora vê “interesses internacionais” na desestabilização das instituições brasileiras

O presidente do STF, Dias Toffoli, disse nesta quinta-feira (18) pode haver "interesses internacionais" por trás da operação de desestabilização das instituições brasileiras; "A destruição das instituições e de reputações faz parte de uma campanha de ódio. Temos que saber se não há interesses internacionais por trás disso, de desestabilizar as instituições. Interesses nada republicanos", disse Toffoli em entrevista ao Valor Econômico, sem entrar em detalhes 

Toffoli agora vê “interesses internacionais” na desestabilização das instituições brasileiras
Toffoli agora vê “interesses internacionais” na desestabilização das instituições brasileiras

Jornal GGN – O presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli disse em entrevista ao Valor desta quinta (18) que pode haver "interesses internacionais" por trás da operação de desestabilização das instituições brasileiras.

"A destruição das instituições e de reputações faz parte de uma campanha de ódio. Temos que saber se não há interesses internacionais por trás disso, de desestabilizar as instituições. Interesses nada republicanos", comentou, sem aprofundar a questão.

Toffoli ainda disse que, enquanto apenas ministro, preferiu não agir contra ataques e fake news contra si nos últimos anos. Mas agora que é presidente do Supremo, ele entende que os ataques atingem a Corte. Por isso, decidiu reagir contra reportagem da Crusoé e Antagonista que faz menção a seu nome em delação da Odebrecht. "Ao atacar o presidente, estão atacando a instituição", afirmou.

De acordo com o ministro, parte da "imprensa comprada" ajuda a fazer pressão contra o Supremo por causa do julgamento que pode rever a prisão em segunda instância, agendado para 10 de abril, mas que acabou adiado antes do vazamento da delação que cita Toffoli.

"É ofensa à instituição à medida que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância. De tal sorte que isso tem um nome: obstrução de administração da Justiça", disse o ministro.

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