Torquato: ao assumir ministério, Moro se torna político

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, refutou nesta segunda-feira, 3, o argumento do seu sucessor, o ex-ministro Sérgio Moro, de que integrar o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro não faz dele um político; "Todo ministro de Estado é político por definição constitucional. Ministro de Estado não é funcionário público. No dia que assinar o termo de posse, torna-se político. O cargo é constitucionalmente político. Se entrou no Maracanã, tem de chutar a bola. Não adianta dizer que está lá para não jogar", afirmou Jardim 

Torquato: ao assumir ministério, Moro se torna político
Torquato: ao assumir ministério, Moro se torna político (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, refutou nesta segunda-feira, 3, o argumento do seu sucessor, o ex-ministro Sérgio Moro, de que integrar o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro não faz dele um político. 

"Todo ministro de Estado é político por definição constitucional. Ministro de Estado não é funcionário público. No dia que assinar o termo de posse, torna-se político. O cargo é constitucionalmente político. Se entrou no Maracanã, tem de chutar a bola. Não adianta dizer que está lá para não jogar", afirmou Torquato Jardim em entrevista à Folha de S. Paulo. 

Embora defenda sua importância e permanência, o ministro faz críticas à operação Lava Jato. "Eu diria que o Brasil precisava, precisa e vai continuar precisando da Lava Jato. O que não pode é da Lava Jato decorrer a desconstitucionalização do Estado brasileiro. O que não pode ocorrer é a desconstituição das instituições brasileiras. Muita coisa está sendo destruída e não se está colocando nada no lugar. Então, a Lava Jato é importante e certamente continuará, mas não pode ser um instrumento de devastação institucional", diz ele. 

Leia a entrevista na íntegra.

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