“Um Congresso que vendeu votos não tem condições de eleger presidente”

Deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) ressalta a importância das eleições diretas para a escolha do substituto de Michel Temer, que para ele "está com morte cerebral" no governo; o principal motivo, para Teixeira, são as denúncias de que parlamentares venderam seus votos em mais de uma ocasião, conforme delação da JBS, e, por isso, perderam qualquer credibilidade

Paulo Teixeira
Paulo Teixeira (Foto: Gisele Federicce)

247 – O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) defendeu a importância de se realizar eleições diretas após a saída de Michel Temer, que segundo ele "está com morte cerebral" no cargo de presidente da República.

"Um Congresso que vendeu votos não tem condição política de eleger um presidente da República", disse Teixeira ao 247, se referindo a denúncias que vieram à tona com a delação premiada de Joesley Batista, da JBS.

Segundo os depoimentos do empresário, cinco deputados receberam dinheiro para votar contra o impeachment em 2016 e R$ 30 milhões da empresa financiaram a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara em 2015.

Para Teixeira, a "resistência" de Temer no poder, que se recusa a renunciar, "tem algumas razões de ser", sendo uma delas o benefício do foro privilegiado.

"Se ele sair, vai ter resposta judicial, pode ser preso. A segunda razão: ele ainda quer respirar para não sair, acha que tem prazo e quer se reorganizar. E em último caso, quer organizar sua sucessão", avalia.

Por esse último motivo, na opinião do deputado, "o PSDB voltou" para a base do governo. "Ele [Temer] botou uma cenourinha na boca do PSDB. Ele ainda tem esperança de dominar o Congresso ou para se manter ou para fazer seu sucessor. A cenoura tem a ver com a sucessão", conclui.

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