Vanessa: democracia está sendo ferida de morte

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma em entrevista que por trás do golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff está a disputa por dois projetos políticos distintos a serem aplicados; "Nenhum presidente que tenha sido eleito democraticamente terá condições de promover essa reforma na agenda do nosso país. Ou seja, o objetivo é assaltar o poder para promover reformas extremamente negativas para o povo brasileiro e para o país, retirada de direitos", disse a senadora, ao participar do programa Rosas da Democracia, em Manaus (AM)

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma em entrevista que por trás do golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff está a disputa por dois projetos políticos distintos a serem aplicados; "Nenhum presidente que tenha sido eleito democraticamente terá condições de promover essa reforma na agenda do nosso país. Ou seja, o objetivo é assaltar o poder para promover reformas extremamente negativas para o povo brasileiro e para o país, retirada de direitos", disse a senadora, ao participar do programa Rosas da Democracia, em Manaus (AM)
Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma em entrevista que por trás do golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff está a disputa por dois projetos políticos distintos a serem aplicados; "Nenhum presidente que tenha sido eleito democraticamente terá condições de promover essa reforma na agenda do nosso país. Ou seja, o objetivo é assaltar o poder para promover reformas extremamente negativas para o povo brasileiro e para o país, retirada de direitos", disse a senadora, ao participar do programa Rosas da Democracia, em Manaus (AM) (Foto: Aquiles Lins)

Portal Vermelho - "O que está acontecendo no Brasil é um golpe. Eles estão promovendo um golpe", denunciou a senadora Vanessa Grazziotin ao participar do programa Rosas da Democracia, ao vivo, diretamente de Manaus-AM, pela página do grupo no Facebook. A senadora afirmou que "a democracia está sendo atingida de morte". Para ela, o problema é muito maior. É uma disputa por dois projetos políticos distintos a serem aplicados, destacou.

Segundo Vanessa Grazziotin, a oposição derrotada nas urnas nos últimos anos nunca suportou a vitória das esquerdas, "tentaram arrancar Lula a força e não conseguiram", aproveitaram a crise econômica mundial que atingiu todos os países, inclusive o Brasil, o que fez criar um "caldo de cultura que favoreceu os golpistas". Para Vanessa, a oposição aproveitou o momento de crise econômica internacional para implantar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A senadora lembrou também que gravações da Operação Lava Jato comprovaram que o intuito do golpe funcionaria ainda para barrar as investigações da Polícia Federal que investiga atos de corrupção na Petrobras.

Vanessa criticou ainda o governo interino de Michel Temer. Para ela, "nenhum presidente que tenha sido eleito democraticamente terá condições de promover essa reforma na agenda do nosso país. Ou seja, o objetivo é assaltar o poder para promover reformas estremamente negativas para o povo brasileiro e para o país, retirada de direitos".

Processo de impeachment

A senadora criticou também a grande mídia que trata o momento político com uma falsa normalidade e tem omitido informações sobre o julgamento do impeachment que está em andamento no Senado.

"O processo seguirá todo o mês de agosto no Senado Federal e nossa expectativa de vitória, portanto, de retorno da presidenta Dilma ela é viável. [A chance de vitória] é factível, ela existe e é muito grande", diz Vanessa.

"Nós estamos conversando com a presidenta Dilma e com senadores uma forma de garantir a governabilidade". Segundo a senadora comunista, caso a presidenta Dilma retorne à Presidência é preciso garantir o andamento político. Vanessa lembrou que seu partido, o PCdoB, defende a proposta de consulta popular. "Para que o povo diga se quer, ou não antecipar as eleições."

Decisão do Ministério Público

Ao ser questionada sobre a decisão do Ministério Público (MP) que a presidenta Dilma Rousseff não cometeu "crime de pedaladas", a senadora respondeu que já foi comprovado que o negócio de pedaladas não existe". Vanessa respondeu que "não há participação da presidenta Dilma. Não há crime". Mas o julgamento não é jurídico, o processo contra a presidenta Dilma é eminentemente político, por isso, que infelizmente, ressaltou Vanessa, acha que não terá interferência da decisão do MP no Senado.

Sobre as manifestações populares contra o golpe, a senadora acha que o movimento está aquém ainda do que deveria estar. O povo está apático. Deveríamos barrar as mudanças negativas que o governo de Michel Temer está promovendo contra o povo.

Assista a íntegra da participação da senadora Vanessa Grazziotin abaixo: 

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