Verbas, rádios e perdão de dívidas: o preço do poder para Temer

Temer abre o cofre para tentar ganhar fôlego; a fim de conseguir aprovar reformas que desagradam a população, ele oferece verbas, cargos e concessões de rádio aos parlamentares da base aliada

Brasília - O presidente Michel Temer escolheu o deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL) para comandar o Ministério do Turismo. (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Brasília - O presidente Michel Temer escolheu o deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL) para comandar o Ministério do Turismo. (Antônio Cruz/ Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - Temer tenta usar a melhora no PIB e negociações sobre verbas e cargos para conter a fuga dos parlamentares da base aliada.

Com a proximidade do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), muitos deputados pulam fora do barco. A base aliada chegou a 411 deputados e hoje não passa dos 250 votos. Tal número é insuficiente para aprovar emendas constitucionais - elas precisam de 308 votos.

Para deter a debandada, Temer usa de quatro expedientes: liberou 168,2 milhões de reais em emendas parlamentares; sinalizou o perdão de dívidas de ruralistas aos ruralistas; afrouxou as regras do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para empresas em débito com a União e agilizou a concessão de rádios pelo país, informa reportagem do jornal El País Brasil

Segundo interlocutores no Planalto, todas as negociações do Governo estão paralisadas - isso inclui as pautas das Reformas Trabalhista e Previdenciária. A primeira tramita no Senado, a última na Câmara.

Os deputados aguardam o desfecho do julgamento no TSE, marcado para esta terça (6), para decidir se abandonam Temer definitivamente. 

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