Walter diz ter pago Perillo em dinheiro; e os cheques?

Em depoimento à CPI, empresário Walter Paulo Santiago estabelece nova contradição na venda da casa do governador Marconi Perillo, onde Carlinhos Cachoeira foi preso; "paguei em pacotinhos, notas de 50 e de 100", disse; R$ 1,5 milhão; mas governador diz que recebeu em três cheques de sobrinho do contraventor; assista

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Walter diz ter pago Perillo em dinheiro; e os cheques? (Foto: Edição/247)


247 – Na condição de testemunha, e sob juramento, o empresário Walter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão e comprador oficial da casa do governador Marconi Perillo onde o contraventor Carlinhos Cachoeira vivia e foi preso, em Goiânia, surpreendeu. Esperava-se que ele ficasse quieto, protegido pela garantia constitucional de manter silêncio, mas aceitou falar. E, assim, estabeleceu mais uma contradição frente a versão oficial dada pelo governador Marconi Perillo. Santiago disse que pagou R$ 1,5 milhão em dinheiro, "em notas de 50 e de 100", aos intermediários Wladimir Garcez e Lucio Fiuza. Marconi, no entanto, afirma e reafirma ter recebido três cheques como forma de pagamento, assinados por Leornado Ramos Oliveira, sobrinho do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Santiago não soube explicar como Cachoeira foi morar na casa de sua propriedade, por meio da empresa Mestra, que ele próprio criou para "investir em imóveis". "Garcez me pediu a casa emprestada para uma amiga, por 45 dias. Como eu não precisava do imóvel, emprestei", afirmou. O empresário, inicialmente, leu uma carta em que resumiu sua vida de ex-engraxate, quando criança, a dono de uma crescente rede de ensino em Goiás.

Lembrado, em mais de uma situação, que poderia deixar a CPI preso, caso faltasse com a verdade e mentisse, o empresário disse não saber, exatamente, de que fonte obteve o dinheiro usado no pagamento. "Provavelmente de uma conta da Faculdade Padrão", disse ele. Ele reafirmou que foi informado de estar comprando a casa do governador Marconi Perillo, porém alegou nunca ter tido "contato visual" com ele. Santiago afirmou que aceitou esperar 45 dias para ter posse do imóvel, que lhe fora pedido emprestado por Garcez "para uma amiga". O depoente disse que nunca soube quem morou ali por empréstimo. Cachoeira foi preso no imóvel, no qual estava vivendo. A forte suspeita é a de que Santiago comprou a casa com dinheiro de Cachoeira e simplesmente a repassou ao contraventor.

Assista no link http://www.senado.gov.br/noticias/tv/

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