Yunes tentou salvar Temer ao se dizer “mula“ de Padilha

Pessoas próximas a Michel Temer elogiaram a decisão de José Yunes, melhor amigo do peemedebista, de se antecipar às investigações e declarar que foi "mula" do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha; eles acreditam que Temer foi preservado e até salvo pela atitude; a informação de Yunes de que um "pacote" foi entregue em seu escritório por Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, a pedido do ministro da Casa Civil explodiu como uma bomba e pode custar o cargo a Padilha  

José Yunes e Michel Temer
José Yunes e Michel Temer (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Amigos e assessores do núcleo pessoal de Michel Temer elogiaram a iniciativa do empresário José Yunes de se antecipar às investigações e declarar que foi "mula" do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Eles acreditam que o peemedebista foi preservado e até salvo pela atitude. A informação de Yunes de que um "pacote" foi entregue em seu escritório pelo doleiro Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, a pedido do ministro da Casa Civil explodiu como uma bomba e pode custar o cargo a Padilha.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo

"'Essa história iria ser vazada de qualquer forma', escreveu a Temer um de seus amigos e consultores. "Quando fosse revelada, o Zé [José Yunes] perderia o protagonismo da versão verdadeira e seria muito difícil as pessoas e a imprensa não desconfiarem que o destino do dinheiro não fosse outro senão o grupo do amigo N1 [o próprio Temer]", segue o consultor.

Na opinião do mesmo amigo, Yunes acabou erguendo uma grade de proteção a Temer. "Foi melhor [Yunes] falar a verdade e jogar no colo do Padilha do que acabar caindo no seu colo e no colo do seu governo." Yunes só teria falhado ao não deixar claro que fez o que fez para 'não ficar na mão de pessoas investigadas' nem 'sofrer pressão de pessoas encarceradas'.

A primeira vez que o episódio veio à tona foi na delação premiada de um executivo da Odebrecht, Claudio Mello, investigado na Operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso, também citou o fato num questionário enviado à Justiça com perguntas a serem feitas a Temer."

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