Zanin: comissão de Direitos Humanos vai constatar que Lula teve garantias fundamentais violadas

Após membros do Conselho Nacional de Direitos Humanos visitarem Lula nesta terça-feira (16), o advogado Cristiano Zanin Martins destacou que o órgão vai ouvir "Dallagnol, o ministro Sérgio Moro, as pessoas com participação eventual nessas violações a direitos humanos". "Recebendo este resultado, levaremos ao comitê da ONU e a outros órgãos no exterior", disse ele em Curitiba, onde concedeu entrevista junto com a advogada Valeska Martins

247 - Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Martins, que defendem Lula, destacaram que membros do Conselho Nacional de Direitos Humanos visitaram o ex-presidente nesta terça-feira (17). De acordo com Zanin, a Operação Lava Jato cometeu "grosseiras violações à garantia de direitos fundamentais a Lula, falta devido processo legal". 

"O comitê vai ouvir outras pessoas, os jornalistas que fazem esse trabalho (da Java Zato), Dallagnol, o ministro Sérgio Moro, as pessoas com participação eventual nessas violações a direitos humanos que têm como vítima o ex-presidente Lula", acrescentou o defensor a jornalistas em Curitiba (PR), onde Lula está preos na sede da Polícia Federal. 

Segundo Zanin, o conselho precisa reforçar que "Lula é vítima de violação as suas garantias fundamentais". "Recebendo este resultado, levaremos ao comitê da ONU e a outros órgãos no exterior. Processo não desprezou provas de inocência de Lula", disse. 

"Nosso foco está no julgamento do STF sobre o inquérito que trata da suspeição de Moro. Acreditamos que a Suprema Corte vai reconhecer a nulidade do processo contra Lula e restabelecer a nulidde dde Lula", acrescentou.

A parcialidade do atual ministro Sérgio Moro (Justiça) no julgamento do processo de Lula sobre o triplex em Guarujá (SP) e de procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR) ficou mais evidente com as revelações do Intercept Brasil acerca das irregularidades da Lava Jato. De acordo com uma das reportagens do site, o procurador Deltan Dallangol duvidava da existência de provas contra o ex-presidente, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina. Lula nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. 

"No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'", diz o site.

Na apresentação da denúncia, em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon disse que não havia "prova cabal" de que Lula era o proprietário do imóvel. 



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