Bolsonaristas mergulham país na noite do terror fascista

O jornalista Mauro Lopes, editor do 247, escreve sobre onda de violência: "O país ingressou desde domingo na longa noite escura do fascismo. Os bolsonaristas espalham o terror Brasil adentro como cães sedentos de sangue. As vítimas são contadas entre os mais frágeis, moídos pelo capitalismo: negros, mulheres, gays, transexuais'; em seu artigo, ele vaticina: "A eleição de 28 de outubro define muito mais que o próximo presidente. Decide se a noite do terror irá se prolongar pelos anos à frente"  

Bolsonaristas mergulham país na noite do terror fascista
Bolsonaristas mergulham país na noite do terror fascista


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O país ingressou desde domingo na longa noite escura do fascismo. Os bolsonaristas espalham o terror pelo Brasil adentro como cães sedentos de sangue. As vítimas são contadas entre os mais frágeis, moídos pelo capitalismo: negros, mulheres, gays, transexuais. Há uma razão para domingo, 7 de outubro, ser a data do início do terror fascista ente nós.

Paradoxalmente, deveria ser a data de celebração da vida democrática brasileira. Mas, não. Para os fascistas, com o nome de bolsonaristas, foi a data em que sentiram o poder ao alcance da mão. A vitória já no primeiro turno pareceu-lhes certa. E saíram dos esgotos por todos os lados. 

A vitória definitiva de Bolsonaro não se concretizou. Mas eles a vislumbram e lhes sobe à boca o gosto de sangue.

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O terror começou nas cabines eleitorais. Vários bolsonaristas utilizaram canos de revólveres e pistolas para marcar o número 17 na urna eletrônica e fizeram questão de filmar e espalhar o ataque aberto à democracia nas redes sociais.

Das cabines para as ruas foi um curto trajeto, alguns passos apenas. 

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Segundo levantamento da Agência Pública divulgado pelo 247 (aqui) foram contabilizados nada menos que 50 ataques de bolsonaristas nos últimos dez dias, mas a situação tornou-se muito mais dramática desde o domingo.

A dita "sociedade" olha para o lado e finge que não é com ela. Um delegado afronta a memória da humanidade e diz que a suástica cravada na pele de uma menina de 19 anos por bolsonaristas é um "símbolo budista do amor". Uma jovem foi tratada como gado, como judia nos campos de concentração nas ruas de Porto Alegre e é "normal". A imprensa conservadora, que concilia e acaricia o fascista, trata o delegado como se fosse autoridade no assunto, alguém que deve ser ouvido como detentor de um suposto saber.

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Estamos revivendo no Brasil os processos da Alemanha e da Itália. Mas os livros de história estão sendo proibidos nas escolas e queimados pelos bolsonaristas, para que as pessoas não saibam.

O objetivo deles é claro. Disseminar o medo, intimidar, obrigar as pessoas a saírem das ruas, a trancarem-se em casa, impedi-las de expor suas escolhas em público, do jeito de caminhar às roupas, a renunciarem ao riso, ao sorriso, à risada solta, à gargalhada.

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A alegria está proibida. Permite-se apenas o som do calçado que pisa ruidosamente no chão, o gozo com o choro da vítima, o prazer com a veste manchada de sangue, o regozijo com os despojos dos submetidos.

É o terror que se instala e usa a democracia para liquidá-la, aproveita-se da liberdade para exterminá-la, lança mão dos direitos para esmagá-los.

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A eleição de 28 de outubro define muito mais que o próximo presidente. Decide se a noite do terror irá prolongar-se pelos anos à frente.  

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