A força democrática do Lula

"A união dos partidos de esquerda é uma união necessária, mas não suficiente. (...) A força maior que temos na luta contra a ultra-direita, seus arrebatos fascistas, o risco de apelo a soluções de um endurecimento maior ainda do regime, colocando em risco as próprias eleições, está na liderança do Lula. A direita não se equivoca, sabe quem representa o perigo real para ela, tanto de que ele volte a ser candidato e ganhe, quanto que retome o modelo – readequado às condições atuais – que teve sucesso inquestionável e dê inicio a um novo e longo ciclo de governos de esquerda. Por isso concentram os ataques em Lula: do Judiciário, da Policia Federal, do Ministério Público, da mídia, dos grupos fascistas", alerta o colunista Emir Sader

Lula
Lula (Foto: Emir Sader)


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O fascismo deitou raízes na sociedade brasileira. Apoiado no rancor de setores das classes médias diante da ascensão social de amplos setores pobres da população, foi se desdobrando em ódio ao PT, ao Lula, à esquerda, traduzindo-se no fortalecimento, pela primeira vez no país, de uma candidatura de extrema-direita.

Ao mesmo tempo, conforme o governo instalado pelo golpe foi ficando isolado, sem apoio popular, as eleições foram se aproximando e os ataques jurídicos ao Lula diminuindo sua efetividade, o risco de apelo a soluções aventureiras por parte da direita e da extrema-direita aumentam. O apelo puro e simples sobre o risco do fascismo no Brasil se apoia numa visão equivocada de que existiria no país um sentimento democrático muito forte e enraizado e que a compreensão do significado do fascismo seria difundida na população. Transferem mecanicamente para cá os esquemas europeus, erro cometido já tantas vezes pela velha esquerda latino-americana. Acreditam que a solução é uma frente antifascista, no estilo daquelas da Europa dos anos 1930. A união dos partidos de esquerda – que, de alguma forma, já existe – não agrega muito mais, até porque a influência de massas desses partidos não é grande. É uma união necessária, mas não suficiente.

A força maior que temos na luta contra a ultra-direita, seus arrebatos fascistas, o risco de apelo a soluções de um endurecimento maior ainda do regime, colocando em risco as próprias eleições, está na liderança do Lula. A direita não se equivoca, sabe quem representa o perigo real para ela, tanto de que ele volte a ser candidato e ganhe, quanto que retome o modelo – readequado às condições atuais – que teve sucesso inquestionável e dê inicio a um novo e longo ciclo de governos de esquerda. Por isso concentram os ataques em Lula: do Judiciário, da Policia Federal, do Ministério Público, da mídia, dos grupos fascistas.

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A força de Lula é a força de massas da esquerda, pelo que ele representa para o povo, pelo que tem reavivado nas Caravanas, pelo projeto que deu certo no pais e que ele promete retomar, melhorado e aprofundado. A luta contra o fascismo depende da força de massas da esquerda que somente a liderança do Lula possui. Depende de mobilizar o povo em função dos seus interesses, profundamente afetados pelas políticas do governo e apresentar um projeto de reunificação do país e de convivência pacifica entre todos.

A liderança do Lula é a única que consegue unir todas as forças democráticas para resistir às ofensivas da direita, derrotá-la em todos os seus componentes, vencer as eleições e comandar a reconstrução do Brasil. Neste momento a unidade da esquerda, de todo o campo popular e todas as forças democráticas é essencial. As distintas experiências históricas deveriam servir para que a esquerda tire as consequências de quanto suas divisões favoreceram a ascensão da ultra-direita em distintas circunstâncias históricas. E Lula é sua liderança e dirigente fundamental, com capacidade de unir a todas as forças democráticas.

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