O governo golpista é um cartel de combustíveis

Para nossa tristeza, minha e do consumidor brasileiro, com o golpe parlamentar midiático no Brasil, o próprio governo passou a fazer parte do cartel e cartelizou o Brasil inteiro

Para nossa tristeza, minha e do consumidor brasileiro, com o golpe parlamentar midiático no Brasil, o próprio governo passou a fazer parte do cartel e cartelizou o Brasil inteiro
Para nossa tristeza, minha e do consumidor brasileiro, com o golpe parlamentar midiático no Brasil, o próprio governo passou a fazer parte do cartel e cartelizou o Brasil inteiro (Foto: Chico Vigilante)


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Venho travando uma luta de cerca de 15 anos contra o cartel dos combustíveis no DF.

Ao longo dos anos tivemos vitórias com a ajuda do CADE e da Justiça: conseguimos diminuir preços; empresários do setor pagaram multas milionárias de aproximadamente 200 milhões pelas práticas ilegais.

Para nossa tristeza, minha e do consumidor brasileiro, com o golpe parlamentar midiático no Brasil, o próprio governo passou a fazer parte do cartel e cartelizou o Brasil inteiro.

As primeiras medidas que abriram caminho para essa sandice começaram na época do Fernando Henrique quando ele tirou o controle de preços da esfera do governo federal, dizendo que era livre o mercado de combustíveis - coisa que não tem como ser livre porque o preço é cartelizado desde a produção até o refino, passando pelos postos.

O que está acontecendo hoje? A volta dessa política absurda de Pedro Parente, que é a mesma da época do FHC de dolarizar o preço dos combustíveis e considerar a variação do preço do barril internacional do petróleo na definição dos preços internos.

Isso não faz sentido porque se fizesse quando o preço do barril caísse a nível internacional o preço da gasolina aqui deveria também cair e isso nunca aconteceu. Essa conexão só funciona para subir, jamais para cair.

Nos oito anos entre 95 e 2002, o preço da gasolina teve reajuste de 350%, ou seja, uma média de aumento de 44% ao ano.

Nos governos petistas, de 2003 a 2015, a gasolina foi reajustada em 45%, média de 3.75% ao ano. Ou seja, o reajuste nos últimos 12 anos foi equivalente à média de um (1) ano do período anterior.

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Além de tudo isso, neste governo golpista houve o reagrupamento de impostos sobre os combustíveis, desonerados no governo Dilma.

Eles recolocaram a questão do CIDE, PIS Confins e os estados, inclusive aqui no DF, aproveitaram, e muito, para aumentar o ICMS.

Eu disse mais de uma vez em artigos publicados no 247 que o governo se aproveita do aumento diário dos combustíveis para fazer caixa.

Essa é a saída fácil que encontra - taxar cada vez mais o consumidor - uma vez que não tem a capacidade de taxar as grandes fortunas para que efetivamente os ricos deste país paguem impostos compatíveis.

Desta forma a classe média e a população mais pobre fica indefesa e à mercê das loucuras de Michel Temer.

Essa greve dos caminhoneiros é um grito pela sobrevivência de uma categoria de escravos, desamparados diante dos constantes aumentos do óleo diesel e dos insumos para a manutenção de caminhões e carretas, enquanto o preço dos fretes continua lá embaixo.

Cabe à população do DF e do Brasil fazer uma reflexão profunda sobre os desmandos de Temer, e se manifestar nas ruas e praças deste país, para tirar esta quadrilha do Palácio do Planalto e voltarmos a ter paz.

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