Votar para que ou para quem?

O Brasil vive uma farsa. E nem posso dizer que começou com o golpe de 2016, nem nos governos do PT. Por mais que seja contestado e doloroso reconhecer, ela começa na “redemocratização” e na elaboração da Constituição de 1988, que precisava justificar a troca de poder, desejada pelo sistema financeiro internacional

Votar para que ou para quem?
Votar para que ou para quem? (Foto: ABR)


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Cumprindo o calendário eleitoral, os partidos estão apresentando seus candidatos. Todos para valer? Claro que não.

A CONSTITUIÇÃO

O Brasil vive uma farsa. E nem posso dizer que começou com o golpe de 2016, nem nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

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Na verdade, por mais que seja contestado e doloroso reconhecer, ela começa na “redemocratização” e na elaboração da Constituição de 1988.

Esta constituição precisava justificar a troca de poder, desejada pelo sistema financeiro internacional, que abrevio por banca, e que alguns denominam Nova Ordem Mundial (NOM).

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Não foram os movimentos de esquerda, nem um inesperado democratismo dos militares, nem a força do povo. Foi a conquista, no mundo ocidental, de modo absoluto, do poder da banca que levou ao fim os governos militares. E, como é óbvio, buscou novos atores para atuarem pelos seus interesses.  O poder da farda passaria ao da toga.

Para aprovação pelas “esquerdas”, pelos movimentos sociais e sindicais, pelos verdadeiros nacionalistas, foram deixadas algumas benesses, uns bombonzinhos na Constituição, logo eliminados por Emendas Constitucionais (EC) dos governos deste esquema antinacional.

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Veja dentre as 35 Ecs de Fernando Henrique Cardoso (FHC): EC 6 (extingue a distinção de empresa de capital nacional), EC 7 (concede aos estrangeiros a cabotagem nas costas brasileiras), EC 8 (privatiza as telecomunicações, sem restrições a estrangeiros), EC 9 (abre para estrangeiros o petróleo brasileiro), EC 13 (privatiza o resseguro), EC 17 (permite sua própria reeleição), EC 20 (inicia a reforma da previdência) e EC 23 (acaba com os Ministérios Militares).

O Governo Lula já encontrou o terreno arado. Tanto que suas EC, importantes para banca, foram poucas, cinco: EC 40 (flexibiliza a regulação do Sistema Financeiro), EC 45 e 61 (“reforma” do judiciário), EC 41 e 47 (prossegue a reforma da previdência).

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A IDEOLOGIA REINANTE

A banca não quer limitações, regulamentações, restrições e muito menos auditorias e controles. Ela quer especular livremente, abocanhar todos os ganhos que a economia possa lhe proporcionar, e ser dona de tudo: empresas, instituições, governos e países.

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Pintou seu quadro com o nome de neoliberalismo e atribuiu-lhe a “igualdade competitiva”; a competitividade, o valor maior para o acumulo de bens mobiliários. Se o prezado leu descuidado um formulário de investidor, nem percebeu que a maior importância está no dinheiro disponível e títulos de alta liquidez. Seus imóveis tem avaliação menor.

Porque “mercado” passa a ter a compreensão restrita de mercado de especulação com títulos financeiros. Nada de mercado produtor ou consumidor. Estes são, apenas, para que você pense uma coisa diferente do que lhe estão mandando fazer. Isto é o pós-moderno.

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A BANCA E SUAS AÇÕES

A banca é, atualmente, a dona de todas as grandes corporações internacionais, e da quase totalidade das agências de notícia e das mídia televisivas e radiofônicas.

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Como ela se empodera? Pelos fundos de investimentos.

Tomemos um deles, que nem é o maior. Dispõe de mais de US$ 3 trilhões. Para confronto, quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no mesmo ano, quando éramos a 8ª economia do mundo. Chama-se The Vanguard Group.

Entre suas empresas estão: Apple, Amazon, Exxon Mobil, JP Morgan, Johnson&Johnson, Facebook, Microsoft, Shell etc.

E saiba agora que outro fundo, o BlackRock, tem mais do que o dobro do Vanguard: US$ 6,28 trilhões, no mesmo ano. São 8 ou 10 estes grandes fundos.

Eles interferem na vida dos Estados Nacionais, dos governos, das academias e são eles os grandes corruptores.

Um Fundo como o BlackRock se reparte em centenas de Fundos, que se desdobram em outros tantos, com nomes e em locais que nem lembram a matriz, e aparecem solícitos para ajudar uma empresa ou uma causa, por exemplo.

Claro, eles são como psicopatas. A grande maioria das Organizações Não Governamentais (ONG), cientes ou inocentes, executam o que interessa, naquele momento e naquele lugar, à banca. E insuflam movimentos pela igualdade de gênero, pela livre opção sexual, contra a violência com animais e ideais humanitários.

Isto não significa que estas reivindicações sejam espúrias; de modo algum.

Mas elas são uma porta que a banca se abre para derrubar um prefeito, para eleger seu candidato, para se apresentar com a aparente sinceridade da Marina Silva (já de todos sabido, financiada por banqueiros).

E quando você busca, corretamente, onde está o dinheiro, ele surge – quando surge – numa empresa pequena, que tem entre seus ativos o valor de um fundo, quase ignoto, de “derivativos” (boa gargalhada ou copioso choro).

Fechando este quadro, pense meu caro leitor. Eles fizeram isso com a França, com os Estados Unidos da América (EUA) cuja estrutura de poder – a National Security Agency (NSA), a celebérrima Central Intelligence Agency, a CIA, por exemplo – declarou guerra ao presidente Donald Trump, por este desejar  reindustrializar seu País.

Imagine no Brasil!

BANCA NA POLÍTICA BRASILEIRA

O primeiro passo da banca é criar o antagonismo direita versus esquerda.

Fácil, não só pelo domínio quase absoluto das mídias brasileiras, como o pensamento da guerra fria ainda presente nesta geração que está nos comandos do Estado, das empresas, das academias.

Com isso a banca afasta a verdadeira questão: Estado ou não Estado? nacional ou estrangeiro? Produção ou especulação com o dinheiro poupado? Quem ficará com o lucro, para onde irá o resultado do trabalho, para o Brasil ou para estes catadores de dinheiro para a banca?

A banca é estéril. Ela se apropria dos lucros e não produz. Ela esteriliza os recursos em papéis para especulação. E é riquíssima, compra quando não convence. Também ameaça e mata. Não estivesse na origem da banca contemporânea a lavagem de dinheiro de todos os ilícitos (drogas, tráficos, armas, peculatos e caixas 2 do mundo). Não fossem os “paraísos fiscais” as “casas da banca”.

Veja meu caro, o partido político brasileiro que mais defende, advoga e atua em proveito da banca é o PSDB. Onde o crime organizado é mais forte, é um estado dentro do Estado, e exporta para outras unidades da federação seus métodos e seu poder? São Paulo, governado desde 1995 até hoje pelo PSDB.

A qual partido estão filiados os políticos cujas fazendas abrigaram aeronaves/helicópteros com droga? PSDB. Não pode ser simples coincidência.

E São Paulo é o estado mais mais aparelhado por um só partido: executivo, legislativo, judiciário e ministério público. Em todos poderes públicos, os interesses do PSDB superam a lei, a verdade e os procedimentos administrativos.

Todas as tucanarias ou tucanagens permanecem impunes. Inclusive as privatizações feitas nos governos de FHC, quando foi fundamental a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) – também organismo controlado pela banca – para garantir a reeleição e o término do mandato de FHC.

BANCA E ELEIÇÕES

A maior certeza que se pode ter destas eleições em 2018 é a fraude.

Não pela proibição, do seu quase certo vencedor, de concorrer à Presidência. Mas por alguns forte indícios. Vejamos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) veta a impressão do voto, quando técnicos das mais diversas identidades políticas, inclusive sem qualquer partidarismo, demonstraram sem sombra de dúvida que a fraude era possível e já ocorrera em anteriores eleições em diversos pontos do Brasil.

A urna eletrônica é violável sem grande dificuldade para especialistas.

É conhecido de todos que as pesquisas eleitorais procuram criar um clima favorável a algum candidato ou partido político. Isto vem sendo feito desde os governos militares e prossegue com mais intensidade neste período “redemocratizado”.

Assim, a fraude eleitoral pode ficar encoberta pela “confirmação” da pesquisa. Na última eleição presidencial houve, inclusive, um episódio grotesco.

O aparelhado São Paulo calculara o tamanho da fraude para compensar os votos do nordeste, sabidamente majoritários para adversária do tucano Aécio Neves. As pesquisas mostravam ampla frente de Aécio sobre Dilma. Os primeiros números confirmavam os cálculos tucanos a tal ponto que Ministro do STF, designado por FHC, a quem não se pode atribuir arrobo ingênuo, parabenizou Aécio, chamando-o de “presidente”.

Mas veio a surpresa, a vitória no Nordeste foi bem maior do que a prevista e o mesmo ocorre com Dilma em Minas Gerais. A fraude nas urnas paulistas não fora suficiente. A frustração de Aécio era visível nas fotos e filmagens no momento que ficou evidente sua derrota.

Tanto dinheiro, tanto suborno, tanta ameaça para nada. Alguns analistas dizem que o golpe começou ali. Não penso igual. A banca queria mais do que o PT estava disposto a conceder. Era um pegar ou largar. O que Lula e Dilma consentiram não foi o bastante, nem com Henrique Meirelles nem com Joaquim Levy.

Atente caro leitor. Se numa eleição exposta, acompanhada como disputa de final de campeonato esportivo, são possíveis estes ilícitos, imagine as eleições proporcionais!

O dinheiro, o suborno direto, definirá as bancadas. E não apenas do PSDB, mas de todos os partidos. Apenas lideranças muito fortes, puxadores de voto podem ser apontados fora do esquema.

Para não ser injusto escreverei quase todos, no lugar de todos, os eleitos pela legenda, acertaram sua vitória nos tribunais eleitorais. Tive pessoal comprovação, numa eleição que acompanhei no Município do Rio de Janeiro, nos anos 1990.

COMO AVALIAR UM CANDIDATO

Primeiro ter a pergunta certa. Este candidato vai trabalhar para a banca ou para o Brasil?

Encontramos tanto na esquerda quanto na direita candidatos da banca. E, o pior, numerosos.

Uns absolutamente venais, vendidos e comprometidos, como José Serra (São Paulo) e José Carlos Aleluia (Bahia). Outros ingênuos desinformados, que acreditam nas mentiras do neoliberalismo e nas ficções dos noticiários do sistema globo (metonímia que significa toda televisão comercial privada e as rádios do grupo).

Faça três perguntas:

Você lutará pelo ou aprovará o referendo revogatório para todas medidas de Temer que levaram à entrega do pré-sal, da Embraer, da Base de Alcântara e a venda de terras a estrangeiros?

Você aprova que seja cancelado o congelamento por 20 anos de investimentos públicos?

Você é a favor da cassação das concessões das televisões e rádios comerciais privadas e novas regras para funcionamento da televisão e do rádio no Brasil?

E lhe entregue como parte de seu projeto de ação, no executivo ou no legislativo, o “Programa Setorial para as Eleições Gerais de 2018”, da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET).

COMO SE FRAUDA A VONTADE POPULAR

Há alguns anos tive, de segura fonte nos EUA, a informação que Sérgio Moro agia conforme determinação do Departamento de Estado. Ainda estava começando a Lava Jato. Sem provas para apresentar e resguardando meu amigo, escrevi “Uma Fábula”, que explicitava o que ocorreria naquela “Operação”.

Vou contar outra fábula: o candidato “bode na sala”.

Não é jabuticaba.

A banca vem, com sucesso, fazendo esta operação na França. Também está usando em regiões da Alemanha e da Europa Central, embora  com pior desempenho, o que a leva a promover manifestações de rua e armados protestos que nos chegam até pela ologopolizada imprensa no Brasil.

O candidato da banca para a Presidência, para mim, é claramente Geraldo Alckmin. Mas a banca tem outros que, à esquerda e à direita, procuram criar as condições de sua vitória. No passado este papel pertenceu a Marina Silva.

Entre estes desponta Jair Bolsonaro. Ele galvaniza o antipetismo. E fica um candidato fácil para quem ainda imagina o debate esquerda versus direita.

Mas Bolsonaro tem filhos, onde coloca agora seu principal empenho. E, inteligente, sabe que não poderá se sustentar presidente sem ser mero “pau mandado” da banca. Prefere investir no apoio que a banca dê à eleição de seus filhos, em especial a do candidato ao Senado, no Rio de Janeiro, que as pesquisas já apontam como líder (já estaria no acordo?).

Assim, ele irá se desconstruindo e transferindo votos para Alckmin que poderiam, por exemplo, regar a horta de Ciro Gomes, para quem a banca não deve, em princípio, ter simpatias.

CONCLUSÃO

Neste mundo da banca, que é sinônimo de corrupção, tudo ou quase tudo é possível, principalmente quando já temos a urna viciada ou viciável.

Ao que tudo parece, caminhamos para um jogo de cartas marcadas. E pior; sem significativa e consistente oposição.

Também imagine o prezado leitor: a banca deu o golpe. Tirou uma Presidente eleita, com um programa aprovado pelo voto, e colocou um fantoche da banca para executar outro e inteiramente diferente programa de governo.

Para concretização do golpe uniram-se a mídia oligopolista, comercial e antinacional, a cúpula do judiciário e diversos magistrados e membros do Ministério Público, parlamentares associados ao crime e à corrupção, enfim muita gente que teve que colocar a cara de fora.

Por que devolveriam, dois anos depois, o governo aos desejados pelo povo?

A farsa é evidente. Dentro de um aparente funcionamento correto das instituições, este cupim corrói o Estado Nacional.

Mas tendo miséria, constante e crescente, num país que não é berço de religiões, um dia a casa cai.

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