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Notebook e estatística. Foto: Divulgação

07.06.2018, 16:07

Uso de Internet por microempresas no Brasil chega em 88%, aponta pesquisa

Serviços de computação em nuvem e comércio eletrônico também foram investigados pela TIC Empresas 2017.

O uso da Internet por microempresas (1 a 9 pessoas ocupadas) atingiu o patamar de 88%, de acordo com a pesquisa TIC Empresas 2017, lançada nesta quarta-feira (6) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). De 2007 até hoje, houve um crescimento de 19 pontos percentuais; por sua vez, a proporção de microempresas com computador avançou em dez anos para 89%, representando um aumento de 10 pontos percentuais.

A pesquisa também revela que, em 2017, 29% das microempresas possuíam website e 65% estavam presentes nas redes sociais. "A significativa presença na Internet, por meio das redes sociais em relação awebsites próprios provavelmente se dá em função do acesso facilitado e menor custo de manutenção, se comparadas as duas formas de presença on-line das microempresas brasileiras", explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

No que diz respeito à velocidade de conexão nas microempresas, o estudo aponta uma concentração maior nas faixas entre 1 Mbps a 10 Mbps (46%). Já em relação à adoção do comércio eletrônico, 52% das microempresas relataram realizar compras pela Internet, porém somente 19% afirmaram vender serviços ou produtos on-line. "Apesar dos esforços das microempresas de estarem conectadas e presentes na Internet, tanto por meio de websites quanto pelas redes sociais, ainda há espaço para um uso mais estratégico dessas ferramentas, especialmente no que diz respeito à disponibilização de produtos e serviços aos seus clientes on-line", comenta Barbosa.

Presença on-line e computação em nuvem
Entre as pequenas, médias e grandes empresas (10 pessoas ocupadas ou mais), a pesquisa TIC Empresas 2017 mostra que 55% das empresas afirmaram possuir um website, proporção que era de 57% em 2015, o que representa um cenário de estabilidade. No caso das médias empresas a presença na web por meio dewebsites é de 78% e as grandes empresas é de 89%. Entre as funcionalidades presentes nos websites das empresas, observa-se que a característica principal é a exposição da marca, sendo os canais de relacionamento pouco explorados. Enquanto 96% dos websites possuem informações institucionais e 74% exibem a relação de produtos e serviços da empresa, apenas 21% possuem sistemas de pedido e somente 18% disponibilizam pagamento on-line.

A pesquisa TIC Empresas 2017 aponta ainda que a proporção de empresas que possuem perfil nas redes sociais chega a 70%. Das empresas que estão presentes nesse tipo de plataforma on-line, 60% contam com uma área ou pessoa responsável pelo monitoramento das redes sociais e 29% terceirizam esse serviço.

No que trata da computação em nuvem, o estudo revela que 27% das empresas usam esse tipo de serviço para e-mail, 20% utilizam software de escritório, 25% usam armazenamento de arquivos ou bancos de dados e 16% usam capacidade de processamento em nuvem.

Acesso e uso das TIC
A pesquisa TIC Empresas 2017 também investigou a infraestrutura de acesso e atividades que as empresas brasileiras desempenharam on-line. O uso da conexão via cabo apresentou um aumento significativo entre 2015 e 2017, passando de 37% para 51%, ao passo que o uso da conexão DSL, via linha telefônica, diminuiu de 70% para 63%. O uso de conexão via fibra ótica se encontra estável: em 2015, 46% das empresas possuíam esse tipo de conexão, enquanto em 2017 eram 49%.

Entre as atividades analisadas, o uso de mensagens instantâneas ganhou mais espaço, tendo crescido, entre 2015 e 2017, de 62% para 70%. O pagamento de impostos e taxas (72%) é a principal transação realizada por meio da Internet entre empresas e governo, sendo menos frequente a interação com o governo para participação em licitações e pregão eletrônico (21%) e para aquisição de bens ou serviços de organizações governamentais (6%).

Comércio eletrônico
Já no que diz respeito ao comércio eletrônico, 66% das empresas declararam que realizam compras on-line, enquanto a venda é realizada por 22% das mesmas. O percentual de empresas que vendem on-line encontra-se num patamar de 10 pontos percentuais superior ao verificado em 2011, quando 12% vendiam pela Internet. Entre as empresas que não venderam on-line, 50% disseram que preferem o modelo comercial atual, enquanto 49% disseram que os produtos da empresa não são adequados para formas de comércio on-line.

Sobre a pesquisa
Realizada entre abril e agosto de 2017, a pesquisa TIC Empresas mede o acesso e o uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) entre as pequenas, médias e grandes empresas brasileiras. Foram entrevistadas 7.062 empresas de pequeno, médio e grande porte. Em 2017, a pesquisa também foi realizada entre as microempresas, a partir de questionário adaptado a esse público específico. Edições anteriores da pesquisa específica para microempresas foram realizadas pelo Cetic.br em 2007 e 2010. A pesquisa com microempresas, realizada no mesmo período, contou com 1.502 entrevistas.

Para acessar a pesquisa TIC Empresas 2017 na íntegra, incluindo tabelas completas de proporções, totais e respectivas margens de erro, bem como rever a série histórica, visite http://cetic.br/pesquisa/empresas/indicadores. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados emhttp://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_EMP.

Sobre o Cetic.br
O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, do NIC.br, é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no País. O Cetic.br é um Centro Regional de Estudos, sob os auspícios da UNESCO. Mais informações em http://www.cetic.br/.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br
O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, de direito privado e sem fins de lucro, que além de implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil, tem entre suas atribuições: coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (http://www.cetic.br/), implementar e operar os Pontos de Troca de Tráfego — IX.br (http://ix.br/), viabilizar a participação da comunidade brasileira no desenvolvimento global da Web e subsidiar a formulação de políticas públicas — Ceweb.br (http://www.ceweb.br), e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br
O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.