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30.05.2017, 11:41

Infarto, angina. Doenças coronarianas ainda são uma das principais causas de morte

Para o doutor Jérôme Caudron, da Sociedade francesa de Radiologia, o scanner e a imagem por ressonância magnética são os mais adequados mais detectar e monitorar o desenvolvimento de doenças coronarianas. Elas constituem hoje um dos principais fatores de morbidade e de mortalidade nos países do Ocidente.

 

Dieta adequada e exercícios físicos, as chaves para a prevenção do infarto e da angina. Na foto alimentos que fazem parte da  melhor dieta.

Dieta adequada e exercícios físicos, as chaves para a prevenção do infarto e da angina. Na foto alimentos que fazem parte da  melhor dieta.



Por: Jérome Caudron – Le Figaro Santé

 

As doenças coronarianas (ou coronaropatias) permanecem hoje uma das principais causas de morbidade e de mortalidade nos países ocidentais. Ela é favorecida pela presença de fatores de risco cardiovasculares como a hipertensão arterial, o diabetes, o fumo, o colesterol ou os históricos familiares. Todos esses fatores de risco vão levar ao surgimento de «placas de ateroma» ou «aterosclerose», isto é, no depósito de várias substâncias (lipídeos, tecido fibroso, cálcio…) na parede da artéria coronária. Esses depósitos gerarão esquematicamente dois tipos de complicações: uma complicação aguda, o infarto do miocárdio, e uma complicação crônica, a dor torácica ou angina do peito.

 

O infarto do miocárdio permanece uma complicação grave onerada por uma mortalidade significativa na fase aguda, apesar da melhoria constante de seu tratamento. O infarto acontece após o rompimento de uma placa aterosclerótica que gerará uma oclusão aguda da artéria coronária e privará o músculo miocárdico subjacente do fornecimento de sangue que ele precisa: é a morte das células miocárdicas.

A angina do peito - angina pectoris - é mais uma complicação da doença coronariana que sobrevem na sequência de uma constrição crônica do calibre da artéria, chamada de estenose. A estenose provoca uma diminuição do fluxo sanguíneo ao músculo do miocárdio. Em repouso, o fluxo coronário é muitas vezes suficiente ao passo que com esforço, o fluxo se torna insuficiente e é então que aparecem os sintomas, geralmente uma dor no peito que pode irradiar para a mandíbula e o braço esquerdo. Detectar precocemente a doença coronariana é primordial para poder estabelecer um tratamento adequado que evitará o rompimento de placas ateroscleróticas e sua progressão.

Uma taxa de complicações extremamente baixa

A imagiologia cardíaca não invasiva tem passado ao longo dos últimos dez anos por um desenvolvimento fulgurante que deve muito às melhorias tecnológicas das máquinas do tipo scanner de raio X (tomodensitometria, TDM) e imagem por ressonância magnética (IRM).

O scanner das artérias coronárias ou tomografia computadorizada das artérias coronárias é atualmente utilizado na rotina para a detecção de doença coronária em pacientes sintomáticos com poucos ou sem fatores de risco cardiovascular. O exame dura cerca de quinze minutos, incluindo a instalação, e permite a visualização exaustiva do sistema arterial coronariano. O scanner das artérias coronarianas é naturalmente muito menos invasivo que a coronariografia, pois requer somente a colocação de uma punção venosa e a injeção de um meio de contraste enquanto esta última requer uma punção arterial e a utilização de sondas intra-arteriais para injetar o meio de contraste diretamente nas artérias. A taxa de complicação relatada na literatura, do scanner das artérias coronárias é extremamente baixa.

Tabaco: inimigo mortal do coração, das artérias e dos pulmões.

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O scanner cardíaco permite não somente detectar estenoses coronárias, mas analisar com precisão a parede da artéria ao avaliar especialmente o risco de ruptura. Além do resultado positivo do scanner cardíaco, é principalmente um resultado negativo que interessará o médico, uma vez que o scanner cardíaco normal do coração é sinônimo de uma probabilidade muito fraca de evento cardiovascular (infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca…) em médio e longo prazo. O scanner cardíaco se destina especialmente aos pacientes sem histórico, tendo dores torácicas e que têm poucos fatores de risco. Um resultado normal tranquilizará a todos, tanto o paciente como o médico.

A imagem por ressonância magnética, um exame essencial.

A imagem por ressonância magnética tornou-se um método essencial para a avaliação da doença coronariana. Ao contrário do scanner das artérias coronárias, a principal vantagem da imagem por ressonância magnética não é visualizar diretamente as artérias coronárias, embora isso possa ser possível nos próximos anos. A imagem por ressonância magnética se tornou sobretudo um exame essencial para detectar as repercussões da doença coronária, seja de modo agudo pela avaliação da cicatriz do infarto do miocárdio causado por ruptura de placa, ou de modo crônico, ao avaliar o impacto das estenoses sob a perfusão do músculo cardíaco.

Controles regulares da pressão arterial são fundamentais para a prevenção das doenças coronarianas.

Controles regulares da pressão arterial são fundamentais para a prevenção das doenças coronarianas.

A imagem por ressonância magnética cardíaca dura de 30 a 40 minutos nos centros especializados, incluindo a instalação. A imagem por ressonância magnética foi o exame de referência em 2015 para a avaliação funcional e estrutural do coração. O principal limite atual é sua disponibilidade que, por falta de equipamentos, limita ainda sua propagação em alguns centros. Os próximos anos ainda devem confirmar seu papel central na estratégia diagnóstica da doença coronariana.

Assim, os novos métodos de imagem não invasiva, TDM e RM, são adaptados a cada situação para a detecção da doença coronoriana e suas complicações. Sua divulgação cada vez mais importante em centros de imagem já beneficia um grande número de pacientes.