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26.11.2017, 17:10

O feto rejuvenesce a mãe. Gravidez tardia alonga a vida


Dados demográficos mostram que mulheres que têm filhos quando já não são tão jovens vivem mais. Recentes estudos sobre a longevidade explicam o motivo.

 

Fonte: Revista Fertility and Sterility

Ter uma vida longa e saudável? É o sonho de todos nós. O limite da vida humana, hoje, parece fixado em 115 anos, mas os cientistas procuram estende-lo cada vez mais. Entre os diversos estudos, existe um que está dando resultados prometedores, e ele diz respeito às assim chamadas "maternidades tardias". 

No linguajar técnico se chama "parabiose heterocrônica" e consiste na interação do sistema circulatório de um indivíduo maduro com o de um indivíduo muito jovem. A hipótese - que aparentemente parece vampiresca - é que o "vigor", a "vitalidade" deste último possa se transferir ao ancião, rejuvenescendo-o. A ideia pode despertar perplexidade mas, no entanto, na natureza alguma coisa de muito parecido acontece e, sobretudo, funciona. Como? Com a gravidez.

Só para mulheres

"Durante a gravidez, um indivíduo adulto, a mãe, entra em contato com o sangue de um indivíduo extremamente jovem, o feto", escreve na revista Fertility and Sterility o médico Yuval Gielchinsky, do Hadassah Medical Center de Jerusalém. 

O efeito rejuvenescedor dessa relação extremamente especializada foi observado em animais, e também em mulheres: coração e fígado se regeneram nos casos em que estão danificados; no cérebro aumenta a quantidade de mielina, a substância que protege os neurônios (por esta razão a esclerose múltipla, doença na qual a mielina fica comprometida, geralmente melhora durante a gravidez).

Parte do benefício é ligada aos hormônios e parte às células-tronco do feto, que entram na circulação materna e vão reparar os danos e lesões existentes nos órgãos. É provável que, exatamente por isso, os dados demográficos mostram que as mulheres que dão à luz em idade tardia vivem mais tempo que a média.