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05.12.2017, 15:14

Artérias entupidas. Quais são as causas da ateroesclerose

O diâmetro das nossas artérias pode ficar reduzido até a obstrução devido à inflamação favorecida por excesso de colesterol e açúcar: a aterosclerose. Idade, hipertensão, tabagismo, uma dieta muito rica, falta de exercícios físicos, diabetes, taxa elevada de colesterol ruim (LDL) são as principais causas. Ele também se encontra diretamente relacionado à presença de uma taxa elevada de colesterol ruim, aquele que se apresenta sob a forma de gorduras associadas à proteínas de baixa densidade: os LDL. Mas existem também os fatores genéticos.

 

 

Por Anne Lefèvre-Balleydier – Le Figaro

 

O risco de ver suas artérias estreitar aumenta com a idade, a hipertensão, o tabagismo, uma dieta muito rica, a falta de exercícios, a diabetes. Ele também se encontra diretamente relacionado à presença de uma taxa elevada de colesterol ruim, aquele que se apresenta sob a forma de gorduras associadas à proteínas de baixa densidade: os LDL. Finalmente, as pessoas sofrendo com a chamada «síndrome metabólica» estão particularmente expostas a esta ameaça: além de uma circunferência abdominal muito elevada, elas sofrem muitas vezes de hipertensão, apresentam um nível muito elevado de colesterol LDL no sangue e são propensas para desenvolver diabetes. Todos estes elementos contribuem ao que é chamado aterosclerose, um processo que se estende por várias décadas, podendo instalar-se já na adolescência.

Os glóbulos brancos fazem o papel de catadores de lixo

Tudo começa por uma inflamação na camada interna das artérias. Em resposta a ataques diversos e variados, devido à presença de alguns micróbios, à falta de oxigênio e um excesso de colesterol ou de açúcares, as células que revestem a parte interna dos vasos sanguíneos solicitam o auxílio de glóbulos brancos que circulam no sangue. Por conseguinte, sua ativação desencadeia uma série de reações inflamatórias, até entupir totalmente as artérias. Ao aderir, primeiramente na parede dos vasos sanguíneos e infiltrando-se, estes glóbulos brancos chamados macrófagos, fazem o papel de catadores de lixo e limpam as artérias. Mas, se tiverem muito trabalho, eles são incapazes de encará-lo. Assistidos por outra categoria de glóbulos brancos, os linfócitos, eles começam então a secretar moléculas que mantêm a inflamação e criam lesões. Trata-se das  placas de ateroma.

 

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Colesterol: suas perguntas mais frequentes

E vem o tempo da migração das células musculares, do exterior para o interior da parede arterial onde eles secretam aglomerados de fibras. Em tempos normais, esta parede e os glóbulos brancos absorvem o colesterol sob a forma de gotículas. Mas além de certo limiar, a gordura acaba por se acumular e as fibras secretadas por células musculares a recobrem. O depósito assim formado reduz o calibre das artérias e atrapalha a circulação do sangue, o que já está na origem de distúrbios como a dor no peito.

Uma espada de Dâmocles

Mas outro perigo ameaça como uma espada de Dâmocles: a instabilidade da placa que pode rachar quebrar e soltar-se. Quanto mais elevada for a proporção de gordura mais a placa de ateroma é instável. Tanto é que as fibras que a sustentam são atacadas por glóbulos brancos. Os pedaços que se soltam podem então coagular e formar coágulos que permanecem no lugar ou se movem. Se a artéria afetada irrigar o coração, há um risco de infarto; se forem nas artérias carótidas que conduzem ao cérébro, há um risco de AVC.

Na espera que uma compreensão cada vez mais fina destes mecanismos inflamatórios abra o caminho para novos tratamentos, já dispomos de medicamentos que atuam sobre a placa de ateroma e a fluidez do sangue. Mas nada pode substituir a prevenção básica que se encontra em uma alimentação equilibrada, exercícios e ausência total de tabaco.