2013, o ano em que tudo mudou no transporte do DF

Novos ônibus entregues, assunção de empresas e avanço das obras de mobilidade urbana foram algumas das melhorias no setor, que recebeu atenção especial do governo Agnelo Queiroz

Novos ônibus entregues, assunção de empresas e avanço das obras de mobilidade urbana foram algumas das melhorias no setor, que recebeu atenção especial do governo Agnelo Queiroz
Novos ônibus entregues, assunção de empresas e avanço das obras de mobilidade urbana foram algumas das melhorias no setor, que recebeu atenção especial do governo Agnelo Queiroz (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Brasília

BRASÍLIA (24/12/13) – O Transporte foi um dos setores em que o GDF realizou mudanças mais profundas em 2013. Entrega de novos coletivos e terminais de ônibus, empresas defasadas deixando o sistema de transporte público, além dos investimentos em mobilidade urbana foram alguns dos principais benefícios conquistados neste ano.

Até 19 de dezembro, 932 coletivos 0km já haviam sido entregues em 12 regiões do DF (Plano Piloto, Estrutural, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, São Sebastião, Planaltina, Santa Maria, Brazlândia, Candangolândia, Cruzeiro e Ceilândia). Confira o infográfico abaixo para mais detalhes.

A renovação da frota só foi possível por conta da licitação que reestruturou o sistema de transporte público do Distrito Federal. Até o momento, cerca de 180 ações tentaram barrar o processo licitatório, mas todas foram vencidas pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

MOBILIDADE URBANA – Por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 2,2 bilhões estão sendo aplicados na expansão do metrô e na implantação do Expresso DF – Eixos Sul e Oeste.

De acordo com o levantamento do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), já foram executadas 75% das obras do Expresso DF – Eixo Sul. O corredor exclusivo para ônibus ligará o Gama, Santa Maria e Park Way ao Plano Piloto, com expectativa de reduzir o tempo de viagem de 90 para 40 minutos.

Já as obras do Expresso DF - Eixo Oeste foram retomadas a partir da construção do viaduto da Estrada do Setor Policial Militar com a W3 Sul, ponto estratégico de passagem do Expresso e futuramente do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

TERMINAIS – Os moradores do Setor O, em Ceilândia, receberam, em maio deste ano, após 20 meses de construção, o terminal de ônibus reformado, ampliado e com obras de acessibilidade (rampas, banheiros adaptados, pisos táteis para cegos etc).

Com investimento total de R$ 6,4 milhões, as novas instalações estão preparadas para oferecer aos passageiros serviços de integração com o metrô, que acontecerá tão logo seja concluída a construção de 2km de trilhos para essa futura interconexão.

Também em Ceilândia começaram, em novembro, as obras para construção de um novo terminal na QNR, para atender 113 ônibus que passam diariamente no local. A expectativa é que as obras serão concluídas em até oito meses.

O projeto prevê mais de 2 mil metros quadrados de construção, com 12 boxes para ônibus na plataforma, e outros 35 na área de estocagem, além de dois banheiros públicos com acessibilidade, uma lanchonete e local para guardar bicicletas.

Também está em andamento a liberação da ordem de serviço para começar a construção de três novos terminais de ônibus, localizados no Riacho Fundo II, Gama Leste e Sobradinho II.

RETOMADA– O GDF assumiu, nessa segunda-feira (23), o controle das empresas Viplan, Condor e Lotáxi, integrantes do Grupo Viplan, que atuam no DF há 40 anos. Juntas, elas operam um total de 214 linhas e 744 veículos.

A medida, denominada assunção, foi adotada pelo Executivo para garantir a conclusão do processo de renovação da frota e assegurar os direitos dos rodoviários na transição entre as empresas que estão saindo e as que começarão a operar no transporte público local.

Em fevereiro, o governo já havia tomado a mesma decisão, assumindo a gestão de três empresas integrantes do Grupo Amaral para garantir que 2,44 milhões de passageiros/mês não ficassem sem o serviço. Foram oito meses de preparação até que a medida fosse adotada.

Assumir a gestão das empresas foi o último recurso do governo local depois de esgotadas as chances de o serviço ser ofertado integralmente, o que ameaçava o transporte coletivo nas regiões administrativas de São Sebastião, Paranoá, Sobradinho e Planaltina.

A grande maioria dos 1.135 rodoviários que operavam no Grupo Amaral foi reaproveitada pelas novas empresas que entraram no sistema, principalmente a Viação Piracicabana e a Viação Pioneira.

RODOVIÁRIOS – Cerca de 120 motoristas e cobradores do sistema de transporte público receberam este ano aulas de língua estrangeira, com o objetivo de qualificar os profissionais para a Copa do Mundo de 2014.

Além disso, 150 rodoviários das novas empresas participaram da ação "Saúde no Trânsito e no Transporte Coletivo". No evento, motoristas e cobradores da Viação Piracicabana e da Expresso São José fizeram exames de glicemia, acuidade visual, e assistiram a palestras sobre prevenção de acidentes de trânsito e alcoolismo.

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