Com Bolsonaro, a velha política vive o melhor dos mundos

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que Jair Bolsonaro abandonou de vez a promessa de campanha de não lotear cargos para obter apoio a projetos no Legislativo. Segundo diagnóstico de um experiente político consultado por um ministro de Bolsonaro, a chamada "velha política" vive hoje o "melhor dos mundos"

Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto, em Brasília.
Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto, em Brasília. (Foto: Alan Santos/PR)
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247 - Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo (22), de um total de 102 nomeações para superintendências estaduais feitas entre janeiro e 15 de setembro pelo governo de Jair Bolsonaro, 50 foram fruto de indicações políticas. "Envolvendo, em grande parte, os partidos que compõem o Centrão, que ganharam postos com influência e orçamentos robustos. Do restante dos cargos, 22 foram ocupados por militares e 30 por servidores de carreira", mostra a reportagem.

O discurso da campanha de Bolsonaro que pregava o fim do loteamento de cargos para obter apoio a projetos no Legislativo é coisa do passado. Jair Bolsonaro foi convencido por ministros da área política de que "premiar partidos leais a suas propostas seria a única forma de aprovar reformas sem ter de negociar a cada votação com os congressistas".

"Como Bolsonaro não abre mão de manter controle sobre o comando dos ministérios – num contraponto a seus antecessores –, a negociação com o Congresso vai envolver cargos do governo federal nos Estados. São cerca de 15 mil postos comissionados de confiança. A mudança também agrada os políticos que buscam reforçar o prestígio em suas bases eleitorais", diz O Estado.

A reportagem conta que "ao consultar um político que ocupou várias pastas na Esplanada no passado, um ministro ouviu um conselho que mudou de vez a orientação do governo. O diagnóstico foi o de que a chamada 'velha política' vive hoje o 'melhor dos mundos', porque manteve os cargos com poder de comando nos Estados, não é cobrada a dar resultados em votações e ainda pode falar mal do governo".

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