Acesso de Esteves a delação sigilosa desconcerta STF

Banqueiro do BTG teve acesso a documentos sigilosos da delação premiada de Nestor Cerveró, que estava sendo negociada com a Justiça; eles tinham inclusive anotações manuscritas de Cerveró; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anotou que o fato "revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece"

Banqueiro do BTG teve acesso a documentos sigilosos da delação premiada de Nestor Cerveró, que estava sendo negociada com a Justiça; eles tinham inclusive anotações manuscritas de Cerveró; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anotou que o fato "revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece"
Banqueiro do BTG teve acesso a documentos sigilosos da delação premiada de Nestor Cerveró, que estava sendo negociada com a Justiça; eles tinham inclusive anotações manuscritas de Cerveró; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anotou que o fato "revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece" (Foto: Roberta Namour)

247 – Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ficaram desconcertados com o acesso do banqueiro André Esteves a documentos sigilosos da delação premiada de Nestor Cerveró que estava sendo negociada com a Justiça. É o que afirma a colunista Mônica Bergamo.

Leia mais nas notas abaixo:

CANETA

O documento de delação tinha inclusive anotações manuscritas de Cerveró. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anotou que o fato "revela a existência de perigoso canal de vazamento, cuja amplitude não se conhece". Ele define como "genuíno mistério" o fato de que documento "guardado em ambiente prisional, com incidência de sigilo, tenha chegado às mãos de um banqueiro privado em São Paulo".

O INIMIGO...

Há tempos que, por trás da aparência algo heroica da Operação Lava Jato, crescem desconfianças de que autoridades com acesso privilegiado à investigação revelem ilegalmente dados sigilosos a investigados e outros interessados.

...MORA AO LADO

Elas se somam às acusações de que policiais instalaram grampos ilegais em departamentos da própria Polícia Federal para investigarem uns aos outros.

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