Após ‘arrocho’, GDF volta a subir número de comissionados

O governo do Distrito Federal criou 375 cargos comissionados para pessoas sem concurso em 2016; com o acréscimo, são 5.075 empregados sem vínculo trabalhando no executivo, que, em 2015, contava com 4,7 mil comissionados sem concurso; o governo afirmou que o aumento do número de comissionados não teve impacto no orçamento; na prática, o que o governo fez foi contratar mais gente pagando menos; “Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo não pode aumentar as despesas com pessoal. O que se fez foi desmembrar cargos maiores e criar cargos menores que foram remanejados para os órgãos”, diz a Secretaria de Planejamento

O governo do Distrito Federal criou 375 cargos comissionados para pessoas sem concurso em 2016; com o acréscimo, são 5.075 empregados sem vínculo trabalhando no executivo, que, em 2015, contava com 4,7 mil comissionados sem concurso; o governo afirmou que o aumento do número de comissionados não teve impacto no orçamento; na prática, o que o governo fez foi contratar mais gente pagando menos; “Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo não pode aumentar as despesas com pessoal. O que se fez foi desmembrar cargos maiores e criar cargos menores que foram remanejados para os órgãos”, diz a Secretaria de Planejamento
O governo do Distrito Federal criou 375 cargos comissionados para pessoas sem concurso em 2016; com o acréscimo, são 5.075 empregados sem vínculo trabalhando no executivo, que, em 2015, contava com 4,7 mil comissionados sem concurso; o governo afirmou que o aumento do número de comissionados não teve impacto no orçamento; na prática, o que o governo fez foi contratar mais gente pagando menos; “Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo não pode aumentar as despesas com pessoal. O que se fez foi desmembrar cargos maiores e criar cargos menores que foram remanejados para os órgãos”, diz a Secretaria de Planejamento (Foto: Leonardo Lucena)
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Brasília 247- O governo do Distrito Federal criou 375 cargos comissionados para pessoas sem concurso em 2016. Com o acréscimo, são 5.075 empregados sem vínculo trabalhando no executivo, que, em 2015, contava com 4,7 mil comissionados sem concurso. O governo afirmou que o aumento do número de comissionados não teve impacto no orçamento.  Em 2014, foram 19.398, sendo 7.629 não concursados; um ano depois, 15.356 (4.700 não concursados) e, no ano passado, 15.830, sendo 5.075 não concursados

Na prática, o que o governo fez foi contratar mais gente pagando menos. “Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo não pode aumentar as despesas com pessoal. O que se fez foi desmembrar cargos maiores e criar cargos menores que foram remanejados para os órgãos”, diz a Secretaria de Planejamento. 

A pasta também atribui o aumento à criação de duas novas secretarias: a de Esporte, Turismo e Lazer e a Secretaria das Cidades. Em 2014, no fim da gestão do ex-governador Agnelo Queiroz, o gasto com comissionados era de R$ 581 milhões – incluindo servidores efetivos e não concursados. Em 2015, o governo desembolsou R$ 449 milhões, cifra que diminuiu para R$ 444 milhões no ano passado, de acordo com a secretaria. Os relatos desta matéria foram publicados no G1.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do DF (Sindser), André Luiz da Conceição, o governo está errado em manter esse grupo de comissionados. “O cargo em comissão deveria ser ocupado apenas para chefia, direção e assessoramento. Mas o que acontece hoje é que tem muitos comissionados não concursados nomeados para não exercer esse tipo de função”, disse.

De acordo com o sindicalista, o quadro fere a Constituição. “Isso é criação de cargo público sem concurso. Justamente agora que o governo alega estar com dificuldade financeira, o mais econômico para o GDF seria colocar concursados no lugar e nomear outros.”

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