Após decisão do STF, Eunício devolve projeto anticorrupção para Câmara

A devolução da matéria pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), atende à medida liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que suspendeu a votação do projeto na Câmara; Fux argumenta que houve um erro de tramitação da matéria e determinou que esta seja votada novamente pelos deputados; presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que vai esperar decisão do STF sobre o trâmite

Brasília - O senador Eunício Oliveira concorre ao cargo de Presidente da Casa (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O senador Eunício Oliveira concorre ao cargo de Presidente da Casa (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), devolveu nesta quinta-feira (16), à Câmara dos Deputados, o projeto de lei que trata das medidas anticorrupção. A devolução da matéria atende à medida liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que suspendeu a votação do projeto na Câmara.

Fux argumenta que houve um erro de tramitação da matéria e determinou que esta seja votada novamente pelos deputados. A decisão gerou reações contrárias dos presidentes da Câmara (Rodrigo Maia, DEM-RJ) e do Senado, que alegaram que o Poder Judiciário estava interferindo indevidamente no Legislativo.

O projeto, que ficou conhecido como pacote anticorrupção, foi elaborado pelo Ministério Público Federal e recebeu apoio de mais de 2,2 milhões assinaturas de apoio popular. A matéria, contudo, foi aprovada pelos deputados em regime de urgência na madrugada do dia 30 de novembro com emendas que "desfiguraram" o teor original do texto.

Entre outros pontos, o projeto define o crime de abuso de autoridade dos magistrados e membros do Ministério Público e criminaliza o chamado caixa 2 eleitoral. O texto aprovado retirou a parte que trata da extinção do domínio de bens e propriedades de réus, quando provenientes de atividades ilícita, a tipificação de enriquecimento ilícito como conduta criminosa e as novas regras de prescrição de crimes, entre outras alterações consideradas polêmicas.

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