Militares abandonam Decotelli após fraudes em currículo

Militares que chancelaram ida de Carlos Alberto Decotelli para o MEC dizem que ele só tem condições de permanecer se tiver uma "justificativa plausível" para as fraudes em seu currículo, o que acham "muito difícil" de acontecer

(Foto: Reprodução)
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247 - Após as revelações de fraudes no curriculo acadêmico do ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, integrantes da ala militar do governo Bolsonaro retiraram o apoio ao substituo de Abraham Weintraub.

Segundo a jornalista Bela Megale, do Globo, o tema foi discutido ao longo do fim de semana. "A avaliação de parte dos ministros e auxiliares que chancelaram o nome de Decotelli para Jair Bolsonaro é que ele só tem condições de ficar no cargo se tiver uma justificativa plausível para as informações falsas que estão seu currículo – o que acham muito difícil de acontecer", diz a jornalista. 

Nesta segunda-feira, 29, o Planalto adiou a posse de Decotelli no cargo, que estava prevista para esta terça-feira, 30. Medida foi tomada depois que a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que o Decotelli não realizou pós-doutorado na instituição, como ele diz em seu currículo. 

O ministro também foi desmentido pela Universidade de Rosário, na Argentina, que afirmou que ele não possui o título de doutor pela instituição. Além desta, há também denúncia de plágio na dissertação de mestrado do ministro de Jair Bolsonaro. 

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