Após Odebrecht, PGR vai retomar delação de Leo Pinheiro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem pressa para homologar as delações da Odebrecht, justificada por dois motivos: a necessidade de desencadear novas fases da investigação com a divulgação de todo o conteúdo da explosiva delação e liberar procuradores que atuam full time nos depoimentos para as próximas missões — entre as quais a primeira deve ser a retomada da delação de Leo Pinheiro, da OAS

Janot e Leo Pinheiro
Janot e Leo Pinheiro (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem pressa para homologar as delações da Odebrecht, justificada por dois motivos: a necessidade de desencadear novas fases da investigação com a divulgação de todo o conteúdo da explosiva delação e liberar procuradores que atuam full time nos depoimentos para as próximas missões — entre as quais a primeira deve ser a retomada da delação de Leo Pinheiro, da OAS.

As informações são da coluna de Vera Magalhães no Estado de S.Paulo.

"No governo, sabe-se que o conteúdo completo das delações causará um abalo sísmico sem precedentes na política, e a avaliação é que quanto antes se souber sua extensão menos danos ele causará ao andamento das ações do Executivo no Congresso.

Por fim, a conclusão da leniência da empreiteira está pendente. Só após definidas as penas na esfera criminal a Odebrecht poderá tentar voltar a se habilitar para participar de concorrências e obras no Brasil — o que não será simples nem imediato.

Além disso, a homologação é vista como uma chance de a empresa enfrentar a avalanche de contestações internacionais resultante da divulgação do relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre pagamento de propina em vários países.
O documento foi o maior baque recente no processo de recuperação da imagem da empresa, iniciado desde que houve a decisão de fazer a colaboração judicial."

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