Barbosa reúne técnicos para discutir cortes de R$ 10 bi no Orçamento

Começou há pouco no Ministério do Planejamento uma reunião com técnicos da pasta e com o ministro Nelson Barbosa para discutir detalhes do corte de R$ 10,7 bilhões nas despesas do governo; o contingenciamento, o terceiro do ano, cujo decreto será publicado nesta segunda-feira (30), será feito nas despesas não obrigatórias; decisão foi tomada depois que se tornou inviável a aprovação, pelo Congresso, da nova meta fiscal de R$ 119,9 bilhões para este ano; o valor inclui o pagamento integral dos atrasos nos repasses a bancos públicos

17/03/2015- Brasília- DF, Brasil- O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
17/03/2015- Brasília- DF, Brasil- O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. (Foto: Romulo Faro)

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

Começou há pouco, no Ministério do Planejamento, uma reunião com técnicos da pasta e com o ministro Nelson Barbosa para discutir detalhes do corte de R$ 10,7 bilhões nas despesas do governo. O contingenciamento, o terceiro do ano, cujo decreto será publicado nesta segunda-feira (30), será feito nas despesas não obrigatórias do governo.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, a reunião desta tarde será fechada à imprensa. A assessoria acrescentou que ainda não foi definido o formato do anúncio de amanhã.

Ao anunciar o novo corte, o governo informou que uma nota técnica será divulgada com detalhes e esclarecimentos sobre a medida.

A decisão foi tomada depois que se tornou inviável a aprovação, pelo Congresso Nacional, da nova meta fiscal de R$ 119,9 bilhões para este ano. O valor inclui o pagamento integral dos atrasos nos repasses a bancos públicos. Na quarta-feira (25), a votação prevista foi adiada pelos parlamentares por causa da prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).

Na sexta-feira (27), o Palácio do Planalto informou que o bloqueio será temporário, até que a revisão da meta seja aprovada. Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, o decreto poderá causar paralisia da máquina pública caso o Congresso demore a alterar a meta.

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