Base na Câmara barra convocação de Guedes, denuncia deputado

Deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) denuncia que, pela terceira vez seguida, a base aliada obstruiu uma reunião para impedir a convocação do ministro Paulo Guedes (Economia), que precisa explicar as soluções para o pagamento de mais de 80 mil bolsas do CNPq. Parlamentares também querem saber quando ocorre remanejamento dos R$ 3 bi para ministérios

(Foto: Agência Câmara)

247 - O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) denuncia que, nesta quarta-feira (11), pela terceira vez seguida, a base aliada do governo Jair Bolsonaro obstruiu uma reunião deliberativa para impedir a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem até esta quarta para definir uma data com o objetivo de explicar as soluções financeiras para o pagamento de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na Câmara dos Deputados. Parlamentares querem saber como será garantida a manutenção das mais de 80 mil bolsas de pesquisas disponibilizadas pelo Conselho e quando se dará o remanejamento dos R$ 3 bilhões do Orçamento da União para reforço dos Ministérios.

O saldo para pagamento de pesquisadores garantido apenas até setembro deste ano. “O Brasil, uma vez mais, é testemunha dessa cruzada contra a ciência e a tecnologia. São inimigos declarados da educação brasileira”, afirmou o parlamentar. 

Segundo o deputado, as sequenciais tentativas de barrar a presença de Guedes “atentam gravemente contra o exercício regular dos espaços para o debate do tema, que é a Comissão”.

Em crítica à situação, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), autor de outra convocação, chegou a declarar que protocolaria uma queixa formal contra o comportamento da base governista e chamou de “pasmaceira” a estratégia de obstrução. “Paulo Guedes não tem o que dizer e não tem coragem de comparecer”, declarou.

Durante a sessão, o deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) acusou a assessoria do PSL de pedir que parlamentares não registrassem presença na sessão, a fim de esvaziar a Comissão.  Sâmia Bonfim (PSOL-SP) alertou para o risco de adiar ainda mais a discussão sobre os repasses, tendo em vista os prazos, e lembrou que a falta de representantes vem se protelando a cada sessão.

Referindo-se ao representante do partido de Jair Bolsonaro, Carlos Jordy (PSL-RJ), Sâmia chamou de “covarde” a defensiva do Governo, que segunda ela “envia seus pit boys, pit bulls” para irem à Comissão, mas não é capaz de enviar um “Ministro da Economia para prestar satisfação sobre o seu trabalho”.

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