Bolsonaro: ‘se eu estivesse coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente’

Depois de atrasar a vacinação e incentivar que a população tomasse cloroquina, Jair Bolsonaro volta a usar a narrativa de que não teve autonomia no combate à crise por decisão do STF sobre governadores

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto10/06/2021
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto10/06/2021 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - Enquanto o Brasil contabiliza mais de 549 mil mortos, registrados neste sábado (24), Jair Bolsonaro - que atrasou a vacinação e incentivou que a população fizesse o comprovadamente ineficaz ‘tratamento precoce’ - declarou que, se estivesse no comando da pandemia, “não teria morrido tanta gente”.

Como faz com frequência, ele voltou a usar o discurso contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que deu autonomia a governadores e prefeitos para executar regras de distanciamento social e outras medidas de combate à pandemia. Essa decisão, porém, nunca tirou a responsabilidade do governo federal.

“Se eu estivesse coordenando a pandemia não teria morrido tanta gente. Você fala de tratamento inicial. A obrigação do médico, em algo que ele desconhece, é buscar amenizar o sofrimento da pessoa e o tratamento off label”, afirmou para apoiadores em frente ao Palácio do Planalto.

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Ele também voltou a colocar em dúvida a eficácia da CoronaVac: “Agora qual país do mundo faz acompanhamento de quem tomou vacina? Tem gente que está sofrendo efeito colateral, o que está acontecendo? A Coronavac ainda é experimental e tem gente que quer tornar obrigatória”.

Nesta semana, o Instituto Butantan rebateu Bolsonaro sobre suspeitas levantadas por ele em relação ao contrato firmado com o Ministério da Saúde para a compra da vacina da China, sugerindo sobrepreço, e defendeu a qualidade do imunizante. Enquanto isso, a CPI da Covid no Senado investiga denúncias de propina em contratos do governo com empresas privadas para compras de vacinas.

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