Bradesco nega irregularidades no Carf e diz que irá apresentar seus argumentos à Justiça

A Justiça Federal em Brasília recebeu a denúncia feita pela Procuradoria da República na capital contra dez pessoas suspeitas de negociarem pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); entre eles está o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; em nota à imprensa, o Bradesco informou que "reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes"; o banco acrescenta que vai apresentar seus argumentos ao Judiciário no momento oportuno

A Justiça Federal em Brasília recebeu a denúncia feita pela Procuradoria da República na capital contra dez pessoas suspeitas de negociarem pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); entre eles está o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; em nota à imprensa, o Bradesco informou que "reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes"; o banco acrescenta que vai apresentar seus argumentos ao Judiciário no momento oportuno
A Justiça Federal em Brasília recebeu a denúncia feita pela Procuradoria da República na capital contra dez pessoas suspeitas de negociarem pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); entre eles está o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; em nota à imprensa, o Bradesco informou que "reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes"; o banco acrescenta que vai apresentar seus argumentos ao Judiciário no momento oportuno (Foto: Aquiles Lins)
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Brasília 247 - A Justiça Federal em Brasília recebeu a denúncia feita pela Procuradoria da República na capital contra dez pessoas suspeitas de negociarem pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Entre eles está o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

O acolhimento da denúncia não significa culpa comprovada ou confirmação das acusações feitas pelo Ministério Público, mas sim que o juiz considerou haver, na fase final da investigação, elementos capazes de dar origem a um processo judicial, durante o qual as testemunhas e acusados serão ouvidos e eventuais provas serão colhidas. Somente após a conclusão da ação penal, sem prazo para ocorrer, é que a Justiça Federal decidirá sobre as acusações.

Em nota à imprensa, o Bradesco informou que "reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes". Acrescenta que vai apresentar seus argumentos ao Judiciário no momento oportuno.

Veja a nota enviada pelo Bradesco:

O Bradesco informa que não houve contratação dos serviços oferecido pelo grupo investigado. Acrescenta que foi derrotado por seis votos a zero no julgamento do Carf. O Bradesco esclarece ainda que o presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi, não participou de qualquer reunião com o grupo citado.

O mérito do julgamento se refere a ação vencida pelo Bradesco em todas as instâncias da Justiça, em questionamento à cobrança de adicional de PIS/Cofins. Esta ação foi objeto de recurso pela Procuradoria da Fazenda no âmbito do Carf.

O Bradesco irá apresentar seus argumentos juridicamente por meio do seu corpo de advogados.

Veja abaixo o comunicado enviado pelo Bradesco ao mercado:

Comunicado ao Mercado

O Banco Bradesco S.A. (“Bradesco ou Companhia”) comunica ao Mercado que, em um dos inquéritos desdobrados da chamada “Operação Zelotes”, foram indiciados três integrantes da Direção do Banco, inclusive o seu Diretor-Presidente.

Segundo relatório da Polícia Federal, membros da Diretoria do Banco mantiveram contato com pessoas investigadas por crimes de corrupção ativa.

No âmbito do citado inquérito, dois Diretores do Bradesco prestaram depoimentos à Polícia Federal em São Paulo, quando esclareceram que foram procurados por escritório de assessoria tributária que se ofereceu para advogar uma questão fiscal junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais “CARF”.

Desses contatos não se efetivou qualquer proposta, contratação ou pagamento, mesmo porque a pendência fiscal já se encontrava sob o patrocínio de renomados tributaristas.

Cabe informar que o processo junto ao CARF, objeto da investigação, foi julgado em desfavor do Bradesco por unanimidade – 6 x 0, e encontra-se, agora, submetido ao Poder Judiciário. A Companhia informa que jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a quaisquer pessoas, inclusive a funcionários públicos, para encaminhamento de assuntos fiscais ou de qualquer outra natureza.

O indiciamento toma de surpresa a Administração do Bradesco, considerando que os dois Diretores foram ouvidos apenas como testemunhas e o Presidente da Companhia sequer foi ouvido e tampouco participou de qualquer reunião com representantes do escritório de assessoria tributária.

O Bradesco reitera seus elevados padrões de conduta ética e reafirma a sua confiança no pleno funcionamento da Justiça.

Cidade de Deus, Osasco, SP, 31 de maio de 2016

Banco Bradesco S.A.

Moacir Nachbar Junior
Diretor Executivo Gerente

 

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