Chanceler chama Bachelet de "mal informada" e diz que Brasil vive normalidade democrática

Em novo surto verborrágico, aproveitando a confusão armada por Jair Bolsonaro (PSL) ao ofender a ex-presidente do Chile, Ernesto Araújo disse que o Brasil está em situação de democracia plena e que a Polícia Militar é constituída de "grandes defensores dos direitos humanos"

247 - O ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, um dos integrantes do núcleo ideológico do Governo e pivô de diversos vexames para a diplomacia brasileira, mais uma vez comprou discussão com autoridades internacionais e, ainda na esteira da confusão armada por Jair Bolsonaro (PSL) ao ofender a alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que a ex-presidente do Chile está "mal informada" sobre a democracia brasileira.

Como parte atuante do Estado de exceção vivido pelo Brasil, Araújo nega que o Brasil não viva normalidade democrática, conforme denunciado por Bachelet e por diversos órgãos internacionais, o principal deles a Anistia Internacional, ainda que permaneça sem explicação convincente perante as instâncias internacionais a prisão política e exclusão do processo eleitoral de 2018 do ex-presidente Lula (PT, 2003-2010). 

Conforme Araújo, o ataque aos direitos individuais e à democracia no Brasil  não existem e o que se passa no país é, apenas, um quadro de enfraquecimento político da esquerda, a qual o Governo define segundo o amplo espectro de figuras políticas defensoras da legalidade, desde Emmanuel Macron até Nicolás Maduro.

O ministro ainda arrematou referendando o trabalho das forças de segurança do país, sem citar abusos e execuções cotidianamente perpetrados pelas polícias militares no Brasil, e qualificando-os como "grandes defensores dos direitos humanos".

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