Chico Vigilante: PSB quer esconder “verdade sinuosa” sobre jato

Deputado chama de "pura canalhice" a negação, pela candidata Marina Silva, de responsabilidade no caso do jato fantasma que era usado pela campanha até a morte de Eduardo Campos; para o parlamentar, justificativa do partido de que o ex-governador é quem cuidava das finanças e que, por isso, não teria como prestar contas, é uma justificativa "indecorosa"; nova política de Marina, diz ele em nota, "já está gasta antes de começar"

Deputado chama de "pura canalhice" a negação, pela candidata Marina Silva, de responsabilidade no caso do jato fantasma que era usado pela campanha até a morte de Eduardo Campos; para o parlamentar, justificativa do partido de que o ex-governador é quem cuidava das finanças e que, por isso, não teria como prestar contas, é uma justificativa "indecorosa"; nova política de Marina, diz ele em nota, "já está gasta antes de começar"

247 – O deputado distrital Chico Vigilante, do PT, afirmou em nota divulgada nesta quarta-feira 17 que o PSB quer esconder uma "verdade sinuosa" sobre o jato usado irregularmente pelo partido até a morte de Eduardo Campos. A justificativa da legenda de que só o ex-governador, morto no dia 13 de agosto, poderia responder a respeito das finanças da campanha, "além de indecorosa é um desrespeito à memória e à imagem de um político brasileiro", diz ele.

Vigilante chama de "pura canalhice" a negação, por parte da agora candidata Marina Silva, que substituiu Campos, de responsabilidade sobre o uso do jato. "Marina devia se envergonhar disso, quando ela própria, entrevistada pelo Jornal Nacional, logo após o acidente, disse que a prestação de conta do valor gasto com o avião seria feito pelo comitê financeiro da campanha", diz outro trecho do texto.

Leia abaixo a íntegra da nota:

NOTA DO DEPUTADO CHICO VIGILANTE
TRATA-SE DE PURA CANALHICE NEGAR RESPONSABILIDADE SOBRE O USO DO JATINHO EM QUE MORREU EDUARDO CAMPOS

As ações de Marina Silva não tem nada de novo e são as mesmas utilizadas pelas velhas raposas da política brasileira, acostumadas a repetir mil vezes uma mentira até que soe como verdade. Tudo isso, obviamente, em benefício próprio.

A maior prova disso foi dada agora pelo PSB, agremiação pela qual Marina é candidata à Presidência da República, ao afirmar oficialmente ao TSE que o partido não tem como prestar contas sobre o jatinho no qual Eduardo Campos morreu, sob a alegação de que somente o ex-governador de Pernambuco tinha conhecimento a respeito.

A justificativa além de indecorosa é um desrespeito à memória e à imagem de um político brasileiro, seu companheiro de chapa, que não está mais aqui para se defender. Marina devia se envergonhar disso, quando ela própria, entrevistada pelo Jornal Nacional, logo após o acidente, disse que a prestação de conta do valor gasto com o avião seria feito pelo comitê financeiro da campanha.

Sugerir que um candidato à Presidência da República faz ele mesmo os contatos e a contabilidade sobre os gastos de campanha é menosprezar a inteligência do brasileiro. Pra que serviria então um tesoureiro de campanha? É claro que para organizar os gastos, e em consonância com seus superiores.

O que se quer é esconder uma verdade sinuosa. Extratos divulgados pelo Jornal Nacional apontaram que empresas fantasmas, seis pessoas físicas e jurídicas, fizeram repasses de dinheiro à empresa dona do avião. Em um deles a empresa AF Andrade – que segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é legalmente a proprietária da aeronave - recebeu R$ 1.710.297,03 supostamente pagos para comprar o jato.

Na ocasião a AF Andrade disse que já havia repassado o avião para outro empresário, que por sua vez o emprestou para a campanha de Eduardo Campos.

Confesso que sinto náuseas ao reler agora a declaração de Marina Silva dada ao JN em 27/08: "meu compromisso e o de todos aqueles que querem a renovação da política é com a verdade, e ela não virá pelas mãos do partido e nem também pela investigação da imprensa, deverá ser aferida pela investigação da Polícia Federal ".

Seria premonição a afirmação de que a verdade não viria pela mão do partido? De uma coisa o povo brasileiro pode ter certeza, a polícia federal está sim investigando e com certeza colocará uma luz sobre a questão. Inclusive a informação de que Marina Silva não tinha idéia a quem pertencia o avião e quem havia pago por ele ou pelos seus serviços.

Se esta é a nova política proposta por Marina ela é mais arcaica do que a usada pelos velhos coronéis da política brasileira e já está gasta antes de começar.

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