'Citados na Lava Jato podem compor Conselho de Ética'

“Acho que todos que estão no exercício do mandato nessa Casa são legítimos para exercer qualquer função, ninguém pode ser considerado sob suspeição. Para mim, não vejo nenhuma dificuldade, quem está aqui é igual a todo mundo. Até ser retirado, renunciar ou ter sofrido processo com perda, ele é igual a todos”, disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a presença de deputados investigados na Operação Lava Jato no Conselho de Ética da Casa; “Não nos cabe cercear quem quer que seja”

Brasília- DF- Brasil- 04/03/2015- Presidente Eduardo Cunha durante entrevista coletiva. Foto: J. Batista/ Câmara dos Deputados
Brasília- DF- Brasil- 04/03/2015- Presidente Eduardo Cunha durante entrevista coletiva. Foto: J. Batista/ Câmara dos Deputados (Foto: Roberta Namour)

247 – Citado na lista de Rodrigo Janot enviada ao STF, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira não ver qualquer impedimento para que os deputados investigados na Operação Lava-Jato integrem o Conselho de Ética da Casa. O órgão irá julgar eventuais processos de cassação dos envolvidos.

“Acho que todos que estão no exercício do mandato nessa Casa são legítimos para exercer qualquer função, ninguém pode ser considerado sob suspeição. É claro que ele não vai ser relator de nenhum processo com relação a esse assunto. Para mim, não vejo nenhuma dificuldade, quem está aqui é igual a todo mundo. Até ser retirado renunciar ou ter sofrido processo com perda, ele é igual a todos”, disse.

“Não nos cabe cercear quem quer que seja”, completou. Para ele, inquérito no Supremo Tribunal Federal não é motivo suficiente para um processo de cassação na Câmara.

“Eu já tive dois inquéritos: uma denúncia, um pedido que foi rejeitado, um que foi instaurado e uma denúncia da qual fui absolvido. Você deve ter hoje pelo menos 100 inquéritos ou denúncias tramitando no Supremo e não tem nenhum pedido de cassação dos parlamentares lá envolvidos em função disso. Não dá para confundir pedido de investigação com sentença condenatória ou mesmo com denúncia”, disse.

Leia aqui a matéria de Júnia Gama sobre o assunto.

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