CLDF quer suspensão de reajuste de passagens

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) anunciou nesta segunda-feira (2) que vai convocar os deputados distritais para votar a suspensão do aumento nas passagens de ônibus e metrô se o governo não revogar a medida; as novas tarifas, que custam até R$ 5, passaram a valer também nesta segunda; se o decreto for aprovado, o governador não pode barrar a decisão dos deputados

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) anunciou nesta segunda-feira (2) que vai convocar os deputados distritais para votar a suspensão do aumento nas passagens de ônibus e metrô se o governo não revogar a medida; as novas tarifas, que custam até R$ 5, passaram a valer também nesta segunda; se o decreto for aprovado, o governador não pode barrar a decisão dos deputados
A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) anunciou nesta segunda-feira (2) que vai convocar os deputados distritais para votar a suspensão do aumento nas passagens de ônibus e metrô se o governo não revogar a medida; as novas tarifas, que custam até R$ 5, passaram a valer também nesta segunda; se o decreto for aprovado, o governador não pode barrar a decisão dos deputados (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (2) que vai convocar os deputados distritais para votar a suspensão do aumento nas passagens de ônibus e metrô se o governo não revogar a medida. As novas tarifas, que custam até R$ 5, passaram a valer também nesta segunda.

Uma reunião dos parlamentares com o governador Rodrigo Rollemberg está agendada para esta segunda às 19h30. Caso o chefe do executivo mantenha o reajuste, a votação do decreto legislativo deve acontecer na terça ou na sexta desta primeira semana de janeiro e, como consequência, suspenderia o recesso parlamentar válido até dia 31. Se o decreto for aprovado, o governador não pode barrar a decisão dos deputados.

Para que o aumento seja revogado pelos deputados, seria necessária maioria simples, de 13 votos favoráveis. "Não somos contra o aumento em si. Somos contrários a essas tarifas", afirmou o presidente da Câmara, Joe Valle (PDT). O relato foi publicado no G1.

A proposta do decreto legislativo é suspender o aumento temporariamente para discutir qual seriam as melhores taxas para um reajuste. "Podemos inclusive entender que o melhor é nenhum reajuste", declarou Valle.

Entenda o aumento

O governo anunciou o reajuste, de 25%, na última sexta-feira (30), e disse que a nova tarifa é única maneira viável de manter o sistema funcionando. "O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar", afirmou o secretário, Fábio Damasceno. "O GDF cobre 50% dos custos do sistema, que é muito alto, não é mais possível manter", complementou.

Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (ata de 16%) em linhas metropolitanas "curtas"; e de R$ 4 para R$ 5 (acréscimo de 25%) no restante das linhas, além do metrô. As novas tarifas estão entre as mais caras do País e passam a valer na segunda-feira, primeiro dia útil de 2017.

 

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