Tocando a própria agenda, Congresso promete votar reforma tributária ainda este ano

Enquanto o governo Jair Bolsonaro enfrenta problemas de articulação com parlamentares, lideranças da Câmara dos Deputados, presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ), vão acelerar a tramitação da reforma tributária logo após a votação da reforma da Previdência na Comissão Especial, prevista para ocorrer em até duas semanas. Congressista pretendem aprovar a reformulação do sistema tributário na Câmara e no Senado no fim do segundo semestre

(Foto: Adriano Machado - Reuters)

247 - Enquanto o governo Jair Bolsonaro enfrenta problemas de articulação com parlamentares, lideranças da Câmara dos Deputados vão acelerar a tramitação da reforma tributária logo após a votação da reforma da Previdência na Comissão Especial, prevista para ocorrer em até duas semanas. Congressista pretendem aprovar a reformulação do sistema tributário na Câmara e no Senado no fim do segundo semestre.

“Fatores políticos hoje são convergentes e favoráveis para acabar com novela da reforma tributária”, diz o líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, que tem como base o texto preparado pelo economista do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy. Seu relato foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo.

A PEC proposta acaba com três tributos federais – IPI, PIS e Cofins. Extingue o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. 

O projeto cria o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência de municípios, Estados e União, além de outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal. O IBS foi formulado no modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em muitos países. O tempo de transição previsto é de dez anos.

Um dos pontos polêmicos é o fim dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. 

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