Contra a Copa, manifestantes crucificam bolas no Congresso

Manifestantes querem que o governo peça perdão aos brasileiros por ter investido dinheiro público no evento; entre outras reivindicações, pedem um minuto de silêncio na abertura da Copa em memória dos operários que morreram na construção dos estádios. Até as 18h de hoje, manifestantes permanecem na Esplanada

Manifestantes querem que o governo peça perdão aos brasileiros por ter investido dinheiro público no evento; entre outras reivindicações, pedem um minuto de silêncio na abertura da Copa em memória dos operários que morreram na construção dos estádios. Até as 18h de hoje, manifestantes permanecem na Esplanada
Manifestantes querem que o governo peça perdão aos brasileiros por ter investido dinheiro público no evento; entre outras reivindicações, pedem um minuto de silêncio na abertura da Copa em memória dos operários que morreram na construção dos estádios. Até as 18h de hoje, manifestantes permanecem na Esplanada (Foto: Leonardo Araújo)

Brasília 247 - Membros da ONG Rio da Paz colocaram 12 bolas com cruzes vermelhas no gramado em frente ao Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (3). A iniciativa é uma crítica aos gastos considerados excessivos com a Copa do Mundo no Brasil. Segundo a ONG, as bolas representam as doze cidades que sediarão jogos durante o torneio e as cruzes representam os gastos. O grupo afirma que deve permanecer no local até depois das 18h. Está programada uma manifestação também no Rio de Janeiro, ainda sem data prevista.

A entidade pede que seja observado um minuto de silêncio, no primeiro jogo do Brasil, em memória dos operários que morreram na construção dos estádios. Os manifestantes também querem que o governo peça perdão aos brasileiros por ter investido dinheiro público no evento. O ato pede ainda que a população tenha direito de pressionar e obter retorno do governo em investimentos no setor público, tal como, segundo a ONG, a FIFA fez durante a realização da Copa.

De acordo com o presidente da organização, Antônio Carlos Costa, outros protestos serão realizados. "Assumimos o compromisso de respeitar o brasileiro que preferirá torcer e lutar pela preservação da paz", disse Costa. Ele afirmou ainda que "protestar contra o campeonato não é ser chato, antipatriota ou oportunista político". Segundo Costa, os protestos são "oportunidades raras para fazer do Brasil campeão do mundo em justiça social."

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