Cunha atuava como 'despachante' da OAS no Congresso

Especialmente nos anos de 2013 e 2014, quando foi líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha atuou com uma espécie de "despachante" dos interesses da OAS no Congresso; relatório da Polícia Federal com todas as mensagens de celular trocadas entre o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, mostra que nove medidas provisórias (MPs) foram negociadas diretamente nas conversas entre os dois ou mencionadas pelo grupo do empreiteiro; sesi delas viraram lei

Especialmente nos anos de 2013 e 2014, quando foi líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha atuou com uma espécie de "despachante" dos interesses da OAS no Congresso; relatório da Polícia Federal com todas as mensagens de celular trocadas entre o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, mostra que nove medidas provisórias (MPs) foram negociadas diretamente nas conversas entre os dois ou mencionadas pelo grupo do empreiteiro; sesi delas viraram lei
Especialmente nos anos de 2013 e 2014, quando foi líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha atuou com uma espécie de "despachante" dos interesses da OAS no Congresso; relatório da Polícia Federal com todas as mensagens de celular trocadas entre o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, mostra que nove medidas provisórias (MPs) foram negociadas diretamente nas conversas entre os dois ou mencionadas pelo grupo do empreiteiro; sesi delas viraram lei (Foto: Aquiles Lins)
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Brasília 247 - Especialmente nos anos de 2013 e 2014, quando foi líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha atuou com uma espécie de "despachante" dos interesses da OAS no Congresso.

Relatório da Polícia Federal com todas as mensagens de celular trocadas entre o atual presidente da Câmara e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, mostra que nove medidas provisórias (MPs) foram negociadas diretamente nas conversas entre os dois ou mencionadas pelo grupo do empreiteiro. Segundo a PF, executivos da OAS buscavam aprovar emendas em MPs que beneficiassem os interesses da construtora. Em algumas dessas emendas, Cunha teve participação direta.

Ao mesmo tempo em que representava os interesses da OAS, Cunha fazia seus pedidos. Em 2013, ele chegou a pedir para Léo Pinheiro "mudar algum voto" na bancada do PMDB no contexto da eleição do líder do partido. "Se puder mudar algum voto", escreveu o deputado em mensagem de 2 de fevereiro de 2013. "Se precisar me aciona", respondeu o empreiteiro. "Obg abs", agradeceu o parlamentar. Cunha foi eleito no dia seguinte, com 46 votos. Seu adversário, o deputado Sandro Mabel, teve 32 votos. "Parabéns. Vitória de um guerreiro competente. Abs", elogiou Pinheiro ao parabenizar o novo líder do PMDB na Câmara.

Em 2014, Cunha atuou junto a Léo Pinheiro como arrecadador de recursos para a campanha de Henrique Alves (PMDB) ao governo do Rio Grande do Norte. Ele chegou a intermediar, por iniciativa própria, a doação de dinheiro de outra empreiteira, a Odebrecht, em nome da OAS, como mostram mensagens escritas dias antes do segundo turno das eleições de 2014. Os pedidos de recursos foram apresentados por Cunha a Léo Pinheiro nos dias 10, 13, 15, 17 e 21 de outubro de 2014. Alves perdeu a eleição. Hoje é ministro do Turismo.

As MPs mencionadas nos diálogos reproduzidos pela Polícia Federal são as de número 574, 575, 582, 584, 600 e 656, além do projeto de lei complementar 238/2013. A citação a outras três MPs não detalha os números correspondentes. Com exceção da MP 574, que não foi aprovada no prazo e, por isso, deixou de ter vigência, todas as outras viraram lei.

 

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