Cunha diz ter recebido ameaças de morte

Réu no STF por recebimento de propina, o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu ameaças de morte por telefone e internet; o parlamentar acionou a polícia legislativa para reforçar a segurança da Casa; Cunha também fez chegar a informação sobre as ameaças ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, para que a polícia garanta proteção total a sua família; a informação é da coluna Expresso

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha durante Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu ameaças de morte neste sábado (16), por telefone e internet. Ele acionou a polícia legislativa para reforçar a segurança da Casa. Cunha também fez chegar a informação sobre as ameaças ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, para que a polícia garanta proteção total a sua família. A informação é da coluna Expresso, de Época.

Conforme já publicou o 247, o peemedebista é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo recebimento de propina desvendado pela Operação Lava Jato. O peemedebista já era acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras, conforme foi apontado em delação premiada pelo consultor Júlio Camargo. O procurador da República, Rodrigo Janot, confirmou as acusações.

Segundo as investigações, o negócio foi feito sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Cunha foi alvo da nova denúncia. Um dos delatores da 'Lava Jato', o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, afirmou que as empresas ligadas à construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, teriam que pagar R$ 52 milhões em propinas [cerca de ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac)] a Cunha (veja aqui).

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