Cunha fará chamada alternada de deputados do Norte e Sul

Após pressão de deputados da base do governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), recuou na decisão sobre a ordem de chamada de chamada dos deputados na sessão de votação do impeachment no plenário da Casa, marcada por ele para esta domingo, 17; Cunha decidiu fazer a chamada dos deputados para a votação do impeachment alternando entre as regiões Norte e Sul; o primeiro Estado a ser chamado deve ser Roraima. Em seguida, Rio Grande do Sul

Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos. Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Data: 22/10/2015
Sessão extraordinária para discussão e votação de diversos projetos. Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Data: 22/10/2015 (Foto: Aquiles Lins)

Brasília 247 - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recuou na decisão sobre a ordem de chamada de chamada dos deputados na sessão de votação do impeachment no plenário da Casa, marcada por ele para esta domingo, 17.

Cunha decidiu fazer a chamada dos deputados para a votação do impeachment alternando entre as regiões Norte e Sul. Segundo a colunista Natuza Nery, o primeiro Estado a ser chamado deve ser Roraima. Em seguida, Rio Grande do Sul. 

Capitão do golpe na Casa, Cunha havia definido começar a chamada de votação pelos estados da região do Sul, com maioria favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, deixando os deputados do Nordeste e Norte pelo fim. A medida foi classificada como mais uma manobra de Cunha para consolidar a derrubada de Dilma. 

O argumento do presidente da Câmara era de que o regimento estabelece uma rotatividade na forma de chamada para esse tipo de votação. Uma vez começa do Sul e termina no Norte. Na seguinte seria feito o inverso: começa no Norte e acaba no Sul. Segundo Cunha, a última votação desse tipo aconteceu em 2005, na eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara, que teria começado pelo Norte. Só que nessa ocasião houve a chamada de deputados apenas para organização da votação. E ela foi secreta, diferentemente de votações de impeachment, que são abertas.

 

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