Deputada repudia ataques a índios no MS: “barbárie”

"É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio", protesta, em nota, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), depois que de mais um ataque na noite desta quinta-feira 3 contra outro grupo Guarani-Kaiowá, menos de uma semana após a morte do líder indígena Simião Vilhalva

"É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio", protesta, em nota, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), depois que de mais um ataque na noite desta quinta-feira 3 contra outro grupo Guarani-Kaiowá, menos de uma semana após a morte do líder indígena Simião Vilhalva
"É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio", protesta, em nota, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), depois que de mais um ataque na noite desta quinta-feira 3 contra outro grupo Guarani-Kaiowá, menos de uma semana após a morte do líder indígena Simião Vilhalva (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Brasília 247 - Em nota divulgada nesta sexta-feira 4, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) chama de "barbárie" os ataques contra índios no Mato Grosso do Sul, depois de mais um ataque na noite desta quinta-feira 3 contra outro grupo Guarani-Kaiowá.

Há menos de uma semana, o líder indígena Simião Vilhalva foi morto no município de Antônio João, que como lembra a deputada, tombou na luta pela retomada do território da comunidade Ñanderú Marangatú.

"É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio", protesta Erika Kokay (PT-DF). Leia abaixo a íntegra do texto:

NOTA DE REPÚDIO
Contra a barbárie, levantemo-nos!

Mais uma vez, o Estado Democrático de Direito é manchado pelo ódio, pela barbárie e a desumanidade daqueles que insistem na insana ideia de recolonizar o Brasil e de desrespeitar as instituições da República e os preceitos mais caros da Carta Magna. Menos de uma semana após a morte do líder Simião Vilhalva, 24 anos, em 29/8/2015, no município de Antônio João (MS) – que tombou na luta pela retomada do território da comunidade Ñanderú Marangatú –, fazendeiros e milicianos desferiram mais um violento ataque na noite desta quinta-feira (3), em Mato Grosso do Sul, contra outro grupo Guarani-Kaiowá. Desta vez, vitimaram o tekoha Guyra Kambi'y, localizado entre os municípios de Douradina e Itaporã, distante cerca de 30km de Dourados.

É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio.

É inaceitável que a Polícia Federal de Dourados tenha se negado a prestar atendimento e garantir destacamento para realização de diligências e proteção dos indígenas, os quais foram fustigados pela milícia rural sob disparos de armas de fogo, sendo obrigados a se embrenharem na mata, ficando assim impossibilitados de retornarem até seus lares.

É escandalosa a falta de posicionamento do governo do Estado sobre os fatos e a falta de ação para que fossem adotadas todas as medidas para evitar o conflito.

Conclamamos todos os membros dos três Poderes da República; das instituições públicas; dos segmentos em defesa dos Direitos Humanos a se levantar contra a barbárie que ora se instalou em Mato Grosso do Sul. Levantemo-nos já, em defesa da vida e dos direitos fundamentais dos Povos Indígenas do Brasil!

Fica aqui a nossa indignação e o nosso veemente repúdio a mais essa atrocidade bestial. Aos indígenas, verdadeiros detentores desta terra chamada Brasil, reafirmamos a nossa solidariedade e a total disposição de nossa parte em engrossar a luta em defesa da demarcação e retomada de seus territórios.

Erika Kokay
Deputada Federal – PT/DF

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247