DF registra menor número de mortes no trânsito até maio desde 2000

O número de mortes no trânsito nos primeiros cinco meses de 2017 é o menor no Distrito Federal em comparação com o mesmo período de todos os outros anos desde 2000, marco zero da informatização do banco de dados do Detran-DF; no balanço individual de cada mês, as quantidades também são inferiores; esta gestão registrou, além dos bons índices em 2017, dois dos três anos com menos mortes no trânsito desde 2000 no DF; em 2015, foram registradas 354, menor número da história; no ano passado, 391 — a quantidade supera apenas 2013, quando foram contabilizadas 384, e 2015

O número de mortes no trânsito nos primeiros cinco meses de 2017 é o menor no Distrito Federal em comparação com o mesmo período de todos os outros anos desde 2000, marco zero da informatização do banco de dados do Detran-DF; no balanço individual de cada mês, as quantidades também são inferiores; esta gestão registrou, além dos bons índices em 2017, dois dos três anos com menos mortes no trânsito desde 2000 no DF; em 2015, foram registradas 354, menor número da história; no ano passado, 391 — a quantidade supera apenas 2013, quando foram contabilizadas 384, e 2015
O número de mortes no trânsito nos primeiros cinco meses de 2017 é o menor no Distrito Federal em comparação com o mesmo período de todos os outros anos desde 2000, marco zero da informatização do banco de dados do Detran-DF; no balanço individual de cada mês, as quantidades também são inferiores; esta gestão registrou, além dos bons índices em 2017, dois dos três anos com menos mortes no trânsito desde 2000 no DF; em 2015, foram registradas 354, menor número da história; no ano passado, 391 — a quantidade supera apenas 2013, quando foram contabilizadas 384, e 2015 (Foto: Leonardo Lucena)

GUILHERME PERA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA - O número de mortes no trânsito nos primeiros cinco meses de 2017 é o menor no Distrito Federal em comparação com o mesmo período de todos os outros anos desde 2000, marco zero da informatização do banco de dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). No balanço individual de cada mês, as quantidades também são inferiores.

A queda neste ano é consequência de uma série de fatores, sendo o principal deles o trabalho em cima de estatísticas. Traçar o perfil de cada via, com o histórico dos acidentes — data, horário e local — e a idade dos condutores envolvidos favorece a eficiência na fiscalização, ao colocar agentes de trânsito e policiais nos locais mais necessários.

Segundo o diretor-geral do Detran-DF, Silvain Fonseca, esta é a melhor metade de ano que ele já testemunhou na carreira. “Tenho 29 anos de Detran e, ano a ano, esses são os cinco primeiros meses mais efetivos. Isso mostra que as ações de segurança no trânsito são um investimento para a população e para o Estado”, afirma.

O trabalho em estatísticas muito se deve ao modelo de gestão do Viva Brasília — Nosso Pacto Pela Vida. O principal programa de segurança pública do governo de Brasília atua com foco no resultado e na transparência nas estatísticas, com apresentação mensal de balanço de dados.

Esta gestão registrou, além dos bons índices em 2017, dois dos três anos com menos mortes no trânsito desde 2000 no DF. Em 2015, foram registradas 354, menor número da história. No ano passado, 391 — a quantidade supera apenas 2013, quando foram contabilizadas 384, e 2015.

Para o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Henrique Luduvice, os resultados “traduzem o compromisso da sociedade e do governo com a redução drástica do número de acidentes e mortes no trânsito”. “Esta gestão tem resgatado os princípios e valores da paz e da cidadania no trânsito”, diz.

Fatores que levaram à redução do número de mortes no trânsito do DF

As autoridades máximas do DER-DF e do Detran-DF listam outros fatores do trabalho deles que, em conjunto com o da Polícia Militar do DF, têm levado a um trânsito menos violento:

  • Mudança na engenharia das vias em pontos críticos de acidentes. As intervenções incluem construção de rotatórias, de faixas de aceleração e desaceleração, de baias de ônibus, de alças em cruzamentos, além da separação física das duas mãos das vias
  • Campanhas de conscientização com público definido, porém transversais. Uma peça voltada para ciclistas, por exemplo, lembra aos motoristas que o maior cuida do menor no trânsito, e, aos pedestres, que a ciclovia e a calçada são espaços distintos
  • Campanhas específicas sobre temas. Um bom exemplo é dado pelo DER-DF, que mesmo com a não penalização, hoje 99% da frota trafega com farol baixo aceso nas rodovias. Isso aumenta a visibilidade dos veículos para motociclistas, ciclistas e pedestres
  • Maio Amarelo. Os principais monumentos da cidade ficaram iluminados em amarelo — cor do semáforo que simboliza atenção —, agentes do Detran e do DER fizeram blitze educativas, houve mobilização da sociedade — com passeios ciclístico e motociclístico, e corrida —, e materiais educativos foram entregues em escolas e na Rodoviária do Plano Piloto
  • Endurecimento e fiscalização para cumprimento da Lei Seca. A multa para quem bebe e dirige está em R$ 2.934,70 mais a suspensão de um ano da carteira de habilitação. Foram mais de 65 mil autuações desde 2006, 95% delas antes de o condutor se envolver em algum acidente
  • Atualização do Código de Trânsito Brasileiro. A legislação passou, em 2016, pela primeira atualização geral nos valores das multas. A mudança ainda levou em conta o avanço tecnológico e elevou a gravidade da autuação de quem dirige ao celular de média para gravíssima
  • Maior oferta de meios de transporte individual. A difusão de aplicativos para transporte contribui para jovens que vão a festas e fazem uso de bebida alcoólica a deixarem o carro em casa. O governador Rodrigo Rollemberg observou isso ao assinar o decreto que regulamenta serviços como o Uber, na quarta-feira (7)

Em junho, o DF tinha registrado quatro mortes no trânsito até o momento desta publicação. A comparação não cabe com os outros anos, pois o mês ainda está em andamento.

Década de ação de segurança do Trânsito (2011-2020)

Lançada em maio de 2011, a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 visa reduzir o número de acidentes e mortes nas vias. A média mundial é de 1,3 milhões de óbitos por ano, além de 50 milhões de feridos. Governos de todo o mundo se comprometeram a tomar medidas para melhorar os índices.

Esse resultado vai ao encontro das metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), à qual o DF aderiu em outubro de 2016. Um dos objetivos globais é, até 2020, reduzir pela metade as mortes e os ferimentos por acidentes.

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