Doyle: “Votos não vão apagar textos e fotos pró-Cunha”

Jornalista Hélio Doyle lembra que "os cinco deputados brasilienses que sempre estiveram ao lado de Eduardo Cunha não votaram contra a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara" e comenta que os parlamentares "podem até dizer que fizeram uma autocrítica do passado ao lado do seu ex-líder", mas que "o mais provável é que tenham tido medo da reação do eleitorado em 2018"

Jornalista Hélio Doyle lembra que "os cinco deputados brasilienses que sempre estiveram ao lado de Eduardo Cunha não votaram contra a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara" e comenta que os parlamentares "podem até dizer que fizeram uma autocrítica do passado ao lado do seu ex-líder", mas que "o mais provável é que tenham tido medo da reação do eleitorado em 2018"
Jornalista Hélio Doyle lembra que "os cinco deputados brasilienses que sempre estiveram ao lado de Eduardo Cunha não votaram contra a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara" e comenta que os parlamentares "podem até dizer que fizeram uma autocrítica do passado ao lado do seu ex-líder", mas que "o mais provável é que tenham tido medo da reação do eleitorado em 2018" (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O colunista do Jornal de Brasília Hélio Doyle avalia, em análise publicada nesta quarta-feira (14), que "os cinco deputados brasilienses que sempre estiveram ao lado de Eduardo Cunha não votaram contra a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara". Segundo o jornalista, "podem até dizer que fizeram uma autocrítica do passado ao lado do seu ex-líder, viram que é um corrupto e resolveram se penitenciar. Mas o mais provável é que tenham tido medo da reação do eleitorado em 2018".

"Dois desses deputados, Laerte Bessa (PR) e Rôney Nemer (PP), abstiveram-se de votar, uma maneira de ajudar Cunha sem se comprometer tanto com os eleitores. Não contribuíram com seus votos para a cassação, mas não aparecerão na lista dos que ficaram até o fim com o cassado", afirma.

"Rogério Rosso (PSDB), Ronaldo Fonseca (Pros) e Alberto Fraga (DEM), que foram fidelíssimos escudeiros de Cunha, votaram surpreendentemente pela cassação. Esses três sempre estiveram ao lado do então presidente e continuaram se relacionando com ele depois que o Supremo Tribunal Federal o afastou do posto", acrescenta. "Não vão conseguir, porém, apagar os textos em que defendiam Cunha e as fotos em que posavam alegremente ao seu lado".

Ainda de acordo com o jornalista, "Cunha era o todo-poderoso presidente da Câmara, tido como articulador competente, temido por aliados e adversários. Parecia gostar de espalhar arrogância e prepotência por onde passava". "Quando se elegeu presidente em 2015, dizia-se que as operações policiais jamais o pegariam – era inteligente demais para cometer erros que levassem à descoberta de seus roubos aos cofres públicos. Roubava com competência", avalia. "Quem quis seguir seu exemplo em Brasília também está vendo seu mundo desmoronar".

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