Efeito Temer: trama-se um golpe contra Rollemberg

Depois do impeachment sem crime de responsabilidade – leia-se, golpe – contra a presidente Dilma Rousseff, a moda começou a se espalhar pelo País visando atingir governos sem maioria parlamentar; coluna do jornalista Hélio Doyle, no Jornal de Brasília, relata como um grupo de deputados distritais se organizou para tramar o impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, a partir de denúncias que começaram a ser publicadas nos últimos dias; se, no plano federal, a conspiração levou ao poder provisório o vice Michel Temer, em Brasília, a trama visa colocar no Palácio do Buriti o vice Renato Santana, do PSB, ligado ao deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), que presidiu a comissão de impeachment na Câmara

Depois do impeachment sem crime de responsabilidade – leia-se, golpe – contra a presidente Dilma Rousseff, a moda começou a se espalhar pelo País visando atingir governos sem maioria parlamentar; coluna do jornalista Hélio Doyle, no Jornal de Brasília, relata como um grupo de deputados distritais se organizou para tramar o impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, a partir de denúncias que começaram a ser publicadas nos últimos dias; se, no plano federal, a conspiração levou ao poder provisório o vice Michel Temer, em Brasília, a trama visa colocar no Palácio do Buriti o vice Renato Santana, do PSB, ligado ao deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), que presidiu a comissão de impeachment na Câmara
Depois do impeachment sem crime de responsabilidade – leia-se, golpe – contra a presidente Dilma Rousseff, a moda começou a se espalhar pelo País visando atingir governos sem maioria parlamentar; coluna do jornalista Hélio Doyle, no Jornal de Brasília, relata como um grupo de deputados distritais se organizou para tramar o impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, a partir de denúncias que começaram a ser publicadas nos últimos dias; se, no plano federal, a conspiração levou ao poder provisório o vice Michel Temer, em Brasília, a trama visa colocar no Palácio do Buriti o vice Renato Santana, do PSB, ligado ao deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), que presidiu a comissão de impeachment na Câmara (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Derrubar governos que tenham dificuldade para formar maiorias no Legislativo pode se tornar uma moda no País, depois do mau exemplo que vem do plano federal, onde a presidente Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe parlamentar.

Quem também está na mira de forças golpistas locais é o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, segundo relata o jornalista Hélio Doyle, em sua coluna no Jornal de Brasília.

"Não passa despercebido a muitos auxiliares do governador que no início do ano foi detectada uma mobilização, de alguns deputados distritais e federais e dirigentes sindicais, para viabilizar o impeachment de Rodrigo Rollemberg. Animados pelo processo contra a presidente Dilma Rousseff, esse grupo conversava sobre como aproveitar a onda e fazer o mesmo aqui", diz ele. "O principal pretexto para o impeachment seriam possíveis irregularidades no Iprev, o instituto de previdência dos servidores. Outros motivos poderiam ser buscados, mas o importante era criar na cidade um ambiente profundamente negativo para Rollemberg, que o deixasse isolado e vulnerável."

Neste fim de semana, Rollemberg foi alvo das primeiras denúncias de seu governo, num grampo que envolveu o vice-governador Renato Santana, do PSD, que foi gravado por Marli Rodrigues, uma sindicalista da área da saúde. Na conversa, Santana fala de propinas na Secretaria de Fazenda do GDF e diz ter levado a denúncia a Rollemberg.

"Não foi sem motivo que, na conversa gravada por Marli Rodrigues, um dos participantes pergunta a Renato Santana se ele está preparado para assumir o governo", lembra Doyle, em sua coluna.

Rogério Rosso na cena

Coincidência ou não, Santana é ligadíssimo ao deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que presidiu a comissão de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e poderia estar interessado em repetir a trama no Distrito Federal.

Ironicamente, o PSB adotou uma posição ambígua em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Embora Rollemberg jamais tenha adotado uma posição favorável ao afastamento de Dilma, assim como o governador da Paraíba Ricardo Coutinho, o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, foi amplamente favorável ao golpe. Mas se a moda chegar ao Distrito Federal, Siqueira terá que adotar um novo discurso.

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