Em ato contra projeto de Serra, petroleiros são barrados no Senado

Mesmo com o habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fachin, do STF, garantindo o acompanhamento por parte de 15 diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) das sessões da comissão especial do Senado que avalia o Projeto de Lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os dirigentes da entidade foram barrados na portaria da Casa; parlamentares também criticaram mudanças nos cargos na comissão, algo que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), foi feito para favorecer o projeto

Mesmo com o habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fachin, do STF, garantindo o acompanhamento por parte de 15 diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) das sessões da comissão especial do Senado que avalia o Projeto de Lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os dirigentes da entidade foram barrados na portaria da Casa; parlamentares também criticaram mudanças nos cargos na comissão, algo que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), foi feito para favorecer o projeto
Mesmo com o habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fachin, do STF, garantindo o acompanhamento por parte de 15 diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) das sessões da comissão especial do Senado que avalia o Projeto de Lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os dirigentes da entidade foram barrados na portaria da Casa; parlamentares também criticaram mudanças nos cargos na comissão, algo que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), foi feito para favorecer o projeto (Foto: Gisele Federicce)
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Por Iram de Sena Alfaia, para o 247 - Mesmo com o habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo o acompanhamento por parte de 15 diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP) das sessões da comissão especial do Senado que avalia o Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), os dirigentes da entidade foram barrados nesta quarta (12) na portaria da Casa.

Contrários ao projeto de Serra, que muda o modelo de exploração do pré-sal e retira a condição da Petrobras como operadora única, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) protestaram contra a decisão e se retiraram da reunião da comissão.

A senadora Vanessa Grazziotin ainda solicitou a entrada de oito trabalhadores que estavam no corredor para acompanhar a reunião da comissão, mas o presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indeferiu o pedido.

"Pedi que ele revisse a sua decisão. Ele não o fez. Não me coube alternativa se não sair da reunião (...) Nós não fomos eleitos para fazer reunião secreta", protestou a senadora, para quem o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que resolver outro problema, que foi a mudança de nomes na comissão especial.

"Fui indicada pela liderança do meu bloco como titular da comissão e acabei ficando na suplência", disse a senadora.

O senador Lindbergh Farias disse que as mudanças favorecem o projeto de Serra. "Havia oito parlamentares com posições contrárias ao projeto e seis favoráveis".

A principal mudança aconteceu justamente no bloco de apoio ao governo (PDT, PT, PP), onde os indicados Humberto Costa, Fátima Bezerra e Telmário Mota (PDT-MT), todos contra o projeto, foram para a suplência para dar lugar a Delcídio Amaral (PT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Otto Alencar indicou para relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), declaradamente favorável ao projeto de Serra. Na saída da reunião, os trabalhadores protestaram contra o projeto do tucano, acusando-o de "entreguista".

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