Escritório de advocacia citado na Lava Jato também é investigado no DF

A PF realizou buscas nos escritórios de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck foi um dos alvos da 18ª fase da Operação Lava Jato; Gonçalves afirmou, em nota, que prestou serviços "devidamente documentos" à Consist Software, empresa de informática suspeita de repassar verba de contratos frios com o Ministério do Planejamento a operadores da Lava Jato; o advogado Sacha Reck também é investigado pela Justiça do Distrito Federal por envolvimento na licitação de transporte público, onde há suspeitas de favorecimento

A PF realizou buscas nos escritórios de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck foi um dos alvos da 18ª fase da Operação Lava Jato; Gonçalves afirmou, em nota, que prestou serviços "devidamente documentos" à Consist Software, empresa de informática suspeita de repassar verba de contratos frios com o Ministério do Planejamento a operadores da Lava Jato; o advogado Sacha Reck também é investigado pela Justiça do Distrito Federal por envolvimento na licitação de transporte público, onde há suspeitas de favorecimento
A PF realizou buscas nos escritórios de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck foi um dos alvos da 18ª fase da Operação Lava Jato; Gonçalves afirmou, em nota, que prestou serviços "devidamente documentos" à Consist Software, empresa de informática suspeita de repassar verba de contratos frios com o Ministério do Planejamento a operadores da Lava Jato; o advogado Sacha Reck também é investigado pela Justiça do Distrito Federal por envolvimento na licitação de transporte público, onde há suspeitas de favorecimento (Foto: Leonardo Lucena)
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Brasília 247 - O escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck foi um dos alvos da 18ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal realizou buscas nos escritórios dos dois advogados que davam nome à firma nesta quinta-feira (13). Gonçalves afirmou, em nota, que prestou serviços "devidamente documentos" à Consist Software, empresa de informática suspeita de repassar verba de contratos frios com o Ministério do Planejamento a operadores da Lava Jato. O advogado Sacha Reck também é investigado pela Justiça do Distrito Federal por envolvimento na licitação de transporte público, onde há suspeitas de favorecimento.

Em relação à citação do escritório na Lava Jato, a sociedade com a Consist foi desfeita em dezembro de 2013, mas as novas empresas ainda dividem o mesmo prédio em Curitiba (PR). Segundo o advogado, o novo escritório de Sacha Reck, GRC Advogados, não tem qualquer ligação com a Consist, e que "a prestação de serviços sempre foi feita diretamente por ele [Gonçalves] e sua equipe".

Sacha Reck disse ao G1 que nunca atuou nos contratos com a Consist, assim como o ex-sócio nunca agiu nas consultorias relacionadas ao transporte. "Da mesma forma que ele [Gonçalves] não se meteu de forma alguma nos contratos de transporte, eu não me meti de forma alguma nos contratos dele, nos clientes eleitorais dele", afirmou.

Reck informou ter comparecido voluntariamente à sede da PF em Curitiba para oferecer esclarecimentos e mostrar que não tem ligação com os contratos investigados. "Ficou demonstrado claramente que eu não participava em nada disso. Tanto que, após a cisão em 2013, esses clientes foram todos para o Guilherme", complementou.

Segundo informações do jornal "O Globo", o escritório conjunto de Reck e Gonçalves também prestou serviços às campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em 2010 e 2014, além de candidatos a deputado de PSDB, PSD e PP. A assessoria de Gleisi afirmou ao jornal que o pagamento pelas campanhas foi declarado na prestação de contas e que desconhece outras relações de Guilherme Gonçalves.

De acordo com Sacha Reck, relação do ex-sócio com o PT no Paraná não teve qualquer influência sob os contratos realizados no GDF, na gestão do petista Agnelo Queiroz. "O Guilherme [Gonçalves] nunca esteve no DF para isso, acho que nem conhece o ex-governador. A contratação não se deu porque ele conhece a Gleisi, nada disso", declarou.

Consultoria

O advogado Sacha Reck também é investigado pela Justiça do Distrito Federal por envolvimento na licitação de transporte público, onde há suspeitas de favorecimento.

Os estudos de logística e o edital da licitação foram elaborados pelo consórcio Logit-Logitrans, que tinha o advogado como consultor jurídico. Entre os sócios da Logitrans estavam o pai e o irmão de Sacha – Garrone e Alexis, respectivamente.

De acordo com o MP, a atuação do advogado superou a consultoria prevista, "oferecendo um amplo assessoramento jurídico que determinou o resultado do certame". O órgão disse que Sacha Reck passou a integrar, na prática, a Comissão Permanente de Licitação, atuando nas fases interna (elaboração) e externa (concorrência) do processo.

As investigações do MP também apontam que, enquanto auxiliava na licitação, Sacha Reck era advogado da Viação Marechal, empresa que participou da concorrência e ganhou a operação de uma das bacias.

Outro lado

Reck disse ao G1 que começou a atuar na licitação em 2009, quando o GDF estava sob o comando de José Roberto Arruda (PR). No que diz respeito à relação com o consórcio Logit-Logitrans teria começado ainda antes, em 2008, quando as empresas elaboraram um plano de transportes em Bogotá, na Colômbia.

"Como as empresas são especialistas em transporte público, o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] contratou as duas. O consórcio me colocou como consultor em ambas, pela minha experiência, e quando a Arcadis Logos foi prestar consultoria ao GDF, entendeu que era importante eu continuar atuando", acrescentou Reck.

Segundo ele, o contrato da Arcadis Logos com o GDF foi celebrado em 2008, por R$ 19,3 milhões, para "apoio ao gerenciamento do Programa de Transportes Urbanos do DF".

Entre 2012 e 2013, a empresa subcontratou Sacha Reck para dar continuidade à consultoria. "Eu disse que não poderia prestar essa segunda consultoria sozinho, porque o volume seria muito grande. E, de fato, foram mais de 160 impugnações nesse processo. Só neste momento, por causa do volume de trabalho, é que sugeri a contratação do nosso escritório. Até então, o contrato era diretamente comigo, sem o nome do escritório", complementou.

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