Ex-porta-voz, Rêgo Barros é visto como ‘novo Santos Cruz’ pelo bolsonarismo

Ex-porta-voz do governo Bolsonaro, o general Otávio do Rêgo Barros é chamado de o "novo Santos Cruz" no Palácio do Planalto, uma referência ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que deixou o governo e se tornou um crítico feroz de Bolsonaro. Barros chegou a dizer que "infelizmente, o poder inebria, corrompe e destrói"

Otávio Rêgo Barros e Carlos Alberto dos Santos Cruz
Otávio Rêgo Barros e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Foto: José Dias/PR | Marcos Corrêa/PR)
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247 - Ex-porta-voz do governo Jair Bolsonaro, o general Otávio do Rêgo Barros é chamado de o "novo Santos Cruz" no Palácio do Planalto, uma referência ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo que passou a se posicionar contra a gestão Bolsonaro.

Em artigo publicado na terça-feira (27) no jornal Correio Braziliense, Rêgo Barros disse que "infelizmente, o poder inebria, corrompe e destrói". Em conversas reservadas, alguns militares afirmaram concordar com as críticas, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Rêgo Barros chefiava o Centro de Comunicação do Exército e chegou ao governo por sugestão do ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Recebeu um convite para integrar a equipe após uma conversa com o presidente.

No artigo, Rêgo Barros afirmou ser "doloroso perceber que os projetos apresentados nas campanhas eleitorais" são "meras peças publicitárias", que "valem tanto quanto uma nota de sete reais". "Os líderes atuais, após alcançarem suas vitórias nos coliseus eleitorais, são tragados pelos comentários babosos dos que o cercam ou pelas demonstrações alucinadas de seguidores de ocasião", acrescentou.

De acordo com o general, alguns "assessores leais" deixam de ser respeitados e "outros, abandonados ao longo do caminho, feridos pelas intrigas palacianas". "O restante, por sobrevivência, assume uma confortável mudez. São esses seguidores subservientes que não praticam, por interesses pessoais, a discordância leal", criticou. 

"A autoridade muito rapidamente incorpora a crença de ter sido alçada ao Olimpo por decisão divina, razão pela qual não precisa e não quer escutar as vaias. Não aceita ser contradita. Basta-se a si mesmo. Sua audição seletiva acolhe apenas as palmas".

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