Ex-procurador no DF volta a ser investigado por compra de imóvel

O Conselho Nacional do MP reabriu o inquérito contra o ex-procurador geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra, suspeito de ter apresentado declaração falsa de bens e rendas ao departamento de recursos humanos do Ministério Público (MPDFT) quando trabalhava no órgão; uma casa em que mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, foi comprado em 2008 por R$ 830 mil, mas a auditoria da Receita apurou que ele pode ter sido negociado por R$ 1,3 milhão

O Conselho Nacional do MP reabriu o inquérito contra o ex-procurador geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra, suspeito de ter apresentado declaração falsa de bens e rendas ao departamento de recursos humanos do Ministério Público (MPDFT) quando trabalhava no órgão; uma casa em que mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, foi comprado em 2008 por R$ 830 mil, mas a auditoria da Receita apurou que ele pode ter sido negociado por R$ 1,3 milhão
O Conselho Nacional do MP reabriu o inquérito contra o ex-procurador geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra, suspeito de ter apresentado declaração falsa de bens e rendas ao departamento de recursos humanos do Ministério Público (MPDFT) quando trabalhava no órgão; uma casa em que mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, foi comprado em 2008 por R$ 830 mil, mas a auditoria da Receita apurou que ele pode ter sido negociado por R$ 1,3 milhão (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - O Conselho Nacional do Ministério Público reabriu o inquérito contra o ex-procurador geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra, suspeito de ter apresentado declaração falsa de bens e rendas ao departamento de recursos humanos do Ministério Público (MPDFT) quando trabalhava no órgão. Uma casa em que mora no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, foi comprado em 2008 por R$ 830 mil, mas a auditoria da Receita apurou que ele pode ter sido negociado por R$ 1,3 milhão.

A advogada de Bandarra, Gabriela Benfica, avaliou a medida como "constrangimento ilegal", porque, de acordo com a defensora, a suposta falsidade do valor declarado na escritura pública para a compra do imóvel foi consequência de uma promessa de compra e venda com data anterior à avaliação oficial da Caixa Econômica, que definiu preço inferior ao da proposta anterior. Seu relato foi publicado no G1.

Segundo a nota da advogada, a decisão "se ampara também na alegação de que existe uma nota fiscal de corretagem que comprovaria uma diferença paga em dinheiro. Ocorre que, embora a nota fiscal tenha sido datada como se tivesse sido emitida em 2008, a autorização do GDF para a impressão da nota é de 2011. O que é muito grave".

"Por fim, muito embora a escritura pública tenha sido lavrada por ambas as partes, comprador e vendedora, somente o Promotor de Justiça foi denunciado, o que demonstra que houve uma escolha pelo MP, o que lhe é vedado. Esse é o frágil contexto fático que dá suporte à acusação", acrescenta.

Bandarra também é investigado na operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009 pela Polícia Federal, por suposto envolvimento em uma esquema de pagamento de propina, conhecido como mensalão do DEM. Ele é acusado de chantagear o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda em troca de R$ 2 milhões para não divulgar o vídeo em que o político aparece recebendo dinheiro do delator Durval Barbosa.

 

 

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