Filiado ao PR, Arruda tenta renascer de novo

Ex-governador do Distrito Federal e alvo da Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda assinou, discretamente, a ficha de filiação ao PR; pressionado por aliados a disputar novamente o Palácio do Buriti, Arruda tem dito a interlocutores que não irá "passar o carro na frente dos bois"; traumatizado com a prisão, ele ainda não decidiu se irá concorrer a qualquer cargo público em 2014, mas as pesquisas o apontam bem colocado para a Câmara, o Senado e até mesmo para o governo; com antigos aliados dispersos em vários partidos, como PSDB, PPS e DEM, Arruda tenta se recolocar, mas fontes do PT o enxergam como o adversário mais fácil de ser batido; será que ele conseguirá renascer das cinzas?

Ex-governador do Distrito Federal e alvo da Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda assinou, discretamente, a ficha de filiação ao PR; pressionado por aliados a disputar novamente o Palácio do Buriti, Arruda tem dito a interlocutores que não irá "passar o carro na frente dos bois"; traumatizado com a prisão, ele ainda não decidiu se irá concorrer a qualquer cargo público em 2014, mas as pesquisas o apontam bem colocado para a Câmara, o Senado e até mesmo para o governo; com antigos aliados dispersos em vários partidos, como PSDB, PPS e DEM, Arruda tenta se recolocar, mas fontes do PT o enxergam como o adversário mais fácil de ser batido; será que ele conseguirá renascer das cinzas?
Ex-governador do Distrito Federal e alvo da Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda assinou, discretamente, a ficha de filiação ao PR; pressionado por aliados a disputar novamente o Palácio do Buriti, Arruda tem dito a interlocutores que não irá "passar o carro na frente dos bois"; traumatizado com a prisão, ele ainda não decidiu se irá concorrer a qualquer cargo público em 2014, mas as pesquisas o apontam bem colocado para a Câmara, o Senado e até mesmo para o governo; com antigos aliados dispersos em vários partidos, como PSDB, PPS e DEM, Arruda tenta se recolocar, mas fontes do PT o enxergam como o adversário mais fácil de ser batido; será que ele conseguirá renascer das cinzas? (Foto: Ana Pupulin)

247 - Enquanto políticos das mais variadas tendências têm sido apresentados com as camisas dos seus novos times ou partidos, uma das filiações mais simbólicas do País ocorreu nesta sexta-feira 4. O diretório regional do Partido da República, em Brasília, obteve a adesão do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. No entanto, não haverá qualquer cerimônia ou anúncio oficial. Moita total. Assim será a volta de Arruda à política.

Alvo da Operação Caixa de Pandora e primeiro governador preso no exercício do mandato na história do País, tendo ficado atrás das grades entre 11 de fevereiro e 12 de abril de 2010, Arruda tentará, novamente, ressuscitar. Em 2001, ele já havia renunciado ao mandato de senador, quando eclodiu o escândalo da violação do painel eletrônico do Congresso. Eleito governador do Distrito Federal em 2006, ele não conseguiu terminar seu mandato, depois que um vídeo, em que aparecia recebendo R$ 50 mil do ex-policial Durval Barbosa, deflagrou o chamado "mensalão do DEM".

Arruda foi preso, perdeu o mandato e a denúncia contra ele foi apresentada três anos depois. Depois disso, foi desmembrada e remetida novamente à primeira instância – o que significa que, até 2014, mesmo que seja condenado, dificilmente haverá tempo para que ele seja considerado um político "ficha suja". Além disso, recentemente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou as contas do ex-governador, o que abriu caminho para uma eventual volta à política.

Nas primeiras pesquisas, feitas por institutos como o Ibope, Arruda tem sido apontado como um dos favoritos não só para as eleições da Câmara ou do Senado, mas também para o próprio Palácio do Buriti, onde seria o mais cotado para enfrentar o atual governador Agnelo Queiroz, do PT, num eventual segundo turno. Com números que oscilam entre 20% e 30%, Arruda vem sendo pressionado por aliados a tentar novamente o GDF, mas essa seria uma estratégia de risco. Fontes ligadas ao PT garantem que Arruda seria o adversário dos sonhos de Agnelo – assim como saltaria de uma boa plataforma de largada, também teria um teto alto, em razão dos escândalos em que esteve envolvido.

Traumatizado com a prisão, Arruda tem dito a interlocutores que não irá "passar o carro na frente dos bois". Segundo essas mesmas fontes, não haveria sequer a definição sobre disputar ou não um cargo público em 2014. Seu trabalho, nas últimas semanas, estaria focado apenas na organização de uma ampla frente de oposição, em conjunto com o também ex-governador Joaquim Roriz, com quem estaria conversando regularmente. Nesse esforço, aliados estariam sendo distribuídos por vários partidos. É o caso, por exemplo, da deputada Eliana Pedrosa, que foi para o PPS, e do deputado Luiz Pitiman, que se filiou ao PSDB. O ex-vice-governador Paulo Octavio está no PP. Desse grupo, sairá um candidato que enfrentará a coligação liderada pelo governador Agnelo Queiroz, do PT, e pelo vice Tadeu Filipelli, do PMDB. Agora filiado, Arruda é apenas uma das opções.


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