Freire ganhava sem trabalhar no DF

Denúncia foi feita pelo deputado Chico Vigilante: "mesmo residindo em Recife, capital do Pernambuco, presidente do PPS abocanhou mais de R$132 mil como integrante do Conselho Administrativo da Terracap, durante o governo de José Roberto Arruda; arrogante em seu discurso de ética e moralidade, não se afastou da função nem mesmo durante o maior escândalo político do país, que culminou na prisão do então governador, a Caixa de Pandora do DEM"

Denúncia foi feita pelo deputado Chico Vigilante: "mesmo residindo em Recife, capital do Pernambuco, presidente do PPS abocanhou mais de R$132 mil como integrante do Conselho Administrativo da Terracap, durante o governo de José Roberto Arruda; arrogante em seu discurso de ética e moralidade, não se afastou da função nem mesmo durante o maior escândalo político do país, que culminou na prisão do então governador, a Caixa de Pandora do DEM"
Denúncia foi feita pelo deputado Chico Vigilante: "mesmo residindo em Recife, capital do Pernambuco, presidente do PPS abocanhou mais de R$132 mil como integrante do Conselho Administrativo da Terracap, durante o governo de José Roberto Arruda; arrogante em seu discurso de ética e moralidade, não se afastou da função nem mesmo durante o maior escândalo político do país, que culminou na prisão do então governador, a Caixa de Pandora do DEM" (Foto: Roberta Namour)
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247 – O deputado Chico Vigilante, do PT-DF, aponta série de irregularidades que teriam sido cometidas por Roberto Freire, hoje presidente do PPS, durante o governo de José Roberto Arruda no DF. Leia a nota divulgada pelo deputado:

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que posa de pai da moralidade nas interseções do horário político do partido dele na televisão, que ataca sem dó nem piedade, com ferocidade o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, pasmem toda gente, esse mesmo senhor, foi durante muito tempo membro do Conselho Administrativo da Terracap, durante o governo de José Roberto Arruda, então pelo DEM.

O presidente do PPS ingressou no Conselho da Terracap no dia 25 de maio de 2007, onde recebeu como membro um montante correspondente a R$132.479,12 na totalidade. Sendo R$ 49.164,44 no ano de 2008; R$42.643,03 no ano de 2009 e o equivalente a R$14.745,35 em 2010.

Se considerarmos que Roberto Freire, mesmo residindo em Recife, capital do Pernambuco, abocanhou mais de R$132 mil como integrante de um Conselho no governo de Arruda, chegaremos à óbvia conclusão de que o presidente do PPS, arrogante em seu discurso de ética e moralidade, não se afastou da função de conselheiro do governo Arruda e do DEM no DF nem mesmo durante o maior escândalo político do país, que culminou na prisão do então governador, a Caixa de Pandora do DEM.
Vale relembrar que a operação Caixa de Pandora foi deflagrada no dia 27 de novembro de 2009 pela Polícia Federal. E agora, senhor Roberto Freire, o que o senhor tem a dizer sobre isso? Contra fatos não há argumentos. Ou há?

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Denuncia também foi repercutida no site do Diário do Poder. Leia: 

PETISTA ACUSA FREIRE DE HAVER RECEBIDO R$ 132 MIL DO GOVERNO DO DF, ENTRE 2007 E 2010
FREIRE TERIA RECEBIDO DINHEIRO DO GOVERNO ARRUDA, RESIDINDO NO RECIFE

O deputado distrital Chico Vigilante, que é líder do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal, denunciou ao Diário do Poder, esta tarde, que o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), muito embora morasse na cidade do Recife, em Pernambuco, recebeu mais de R$ 132 mil, entre os anos de 2007 e 2010, como membro do conselho de administração da empresa pública Terracap.

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A remuneração de Roberto Freire teria sido parte do acordo para seu partido apoiar o governo de José Roberto Arruda, iniciado em 2007. Em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora interrompeu o governo de Arruda, que seria afastado do cargo em cassado em março de 2010. Arruda cumpriu o acordo: enquanto esteve à frente do governo, o presidente do PPS recebeu a remuneração de conselheiro da Terracap.

Chico Vigilante fez um levantamento e descobriu que, no total, o deputado Roberto Freire embolsou r$ 132.479,12 como conselheiro da Terracap, sendo R$ 25.926,30 no primeiro ano, R$ 49.164,44 em 2008, mais R$ 42.643,03 no ano de 2009 e finalmente R$ 14.745,30.

O parlamentar petista considera a possibilidade de exigir, na Justiça, a devolução do dinheiro que pode ter sido recebido irregularmente.

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Roberto Freire disse há pouco que nada tem a responder sobre a denúncia do deputado Chico Vigilante. Esclareceu no entanto que a única remuneração recebida foi referente aos trabalhos realizados na época em que era conselheiro da Terracap. Questionado sobre os valores, especificados ano a ano por Vigilante, Freire continuou negando e chamou Vigilante de irresponsável, ameaçando processá-lo.

Fundador e presidente do PPS há anos, Roberto Freire é pernambucano, mas ficou sem mandato até quando, a convite do ex-governador José Serra, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e conquistou mandato de deputado federal.

 

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