Gravações revelam tentativa de uso político da CPI da Saúde

Escutas autorizadas pela Justiça do Distrito Federal como parte da operação Drácon, mostram o deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) falando sobre o uso político da CPI da Saúde; "O que que eu acho? A CPI, a gente sai, e a gente sai do foco, né? A gente dá uma sumida. Ao contrário, a gente não tem como atacar o governo enquanto se defende lá dentro", diz ele em um trecho da gravação; o parlamentar também cita uma eventual cassação de manto e comentou a atuação do então corregedor da Casa, Rafael Prudente (PMDB)

Escutas autorizadas pela Justiça do Distrito Federal como parte da operação Drácon, mostram o deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) falando sobre o uso político da CPI da Saúde; "O que que eu acho? A CPI, a gente sai, e a gente sai do foco, né? A gente dá uma sumida. Ao contrário, a gente não tem como atacar o governo enquanto se defende lá dentro", diz ele em um trecho da gravação; o parlamentar também cita uma eventual cassação de manto e comentou a atuação do então corregedor da Casa, Rafael Prudente (PMDB)
Escutas autorizadas pela Justiça do Distrito Federal como parte da operação Drácon, mostram o deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) falando sobre o uso político da CPI da Saúde; "O que que eu acho? A CPI, a gente sai, e a gente sai do foco, né? A gente dá uma sumida. Ao contrário, a gente não tem como atacar o governo enquanto se defende lá dentro", diz ele em um trecho da gravação; o parlamentar também cita uma eventual cassação de manto e comentou a atuação do então corregedor da Casa, Rafael Prudente (PMDB) (Foto: Leonardo Lucena)

Brasília 247 - Escutas autorizadas pela Justiça do Distrito Federal como parte da operação Drácon, mostram o deputado distrital Cristiano Araújo (PSD) falando sobre o uso político da CPI da Saúde. O parlamentar também cita uma eventual cassação de manto e comentou a atuação do então corregedor da Casa, Rafael Prudente (PMDB).

No inquérito, Araújo é apontado como a "ponte" entre os empresários de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e os deputados que, à época, comandavam a Câmara – Celina Leão (PPS), Bispo Renato (PR), Raimundo Ribeiro (PPS) e Júlio César (PRB). O grupo articulou a destinação de R$ 30 milhões para pagar empresas, e em troca de dinheiro, para intermediar a negociação, de acordo com a denúncia.

Os quatro distritais, além de Araújo, já respondem a uma acusação por corrupção passiva, em análise pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça. A denúncia ainda precisa ser aceita para que o grupo seja considerado réu no processo.

Em um dos trechos, o deputado do PSD conversa com assessores sobre os riscos de uma cassação de mandato motivada pela Drácon - as gravações foram publicadas pela TV Globo. 

Cristiano Araújo: Vamos ser sinceros? Todo mundo... Ninguém aqui é virgem. Todo mundo sabe, cara. Então...

Interlocutor: Isso é fichinha, meu amigo.

O distrital afirmou que reconhece os riscos de ser investigado pela Corregedoria da Câmara, que era ocupado por Rafael Prudente, filho do ex-distrital Leonardo Prudente, flagrado colocando dinheiro em meias durante o escândalo do mensalão do DEM.

Araújo: O corregedor, eu não vejo como um cara em posição de sacanear a gente. Pessoalmente, a gente, eu não vejo. Estive na casa do pai dele, no sábado, a convite. [...] Você vê como o mundo dá volta. Eu sempre achei isso, né? Ele falou "Pois é, o Raimundo Ribeiro foi quem mandou me cassar, tá na minha mão agora".

Interlocutor: E agora, tá na mão do filho dele.

Araújo: Tá na mão do filho dele.

Confira um trecho da conversa que revela o uso político da CPI da Saúde:

Araújo: O que que eu acho? A CPI, a gente sai, e a gente sai do foco, né? A gente dá uma sumida. Ao contrário, a gente não tem como atacar o governo enquanto se defende lá dentro.

O Instituto de Criminalística da Polícia Civil está analisando as gravações, que  deverão ser anexadas ao processo da Drácon ou a novas denúncias na Justiça. 

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